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caixa dos segredos

Bocados de mim embrulhados em palavras encharcadas de emoções. Um demónio à solta, num turbilhão de sensações. Uma menina traída pelas boas intenções.

30
Dez17

Um ano de equilíbrios


vanita

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Dizem que os primeiros doze dias do ano ditam os doze meses que se seguem. Quando 2017 começa com um funeral, já sabia que os próximos tempos não agoiravam nada de bom. Não que seja supersticiosa, mas porque a vida é feita de equilíbrios: depois de um ano tão mágico como o de 2016, tinha de aguardar o reajuste do universo. O ano que agora termina trouxe mortes, hospitais e doenças para os que me rodeiam e nenhum ano com estas palavras acaba com balanço positivo. Ainda assim, foi um ano conseguido: realizei algumas das minhas resoluções de ano novo, o que penso ser uma estreia. Adoptámos uma cadela que faz as delícias dos nossos dias, compramos a nossa própria casa (!) e consegui dedicar tempo útil à costura, o meu novo hobbie. Não fiz exercício físico, dedicámos os três primeiros meses do ano a um projecto que nos roubou muitas horas extra e que, depois de tanto sacrifício, nunca chegou a ver a luz do dia. Ia ser o meu primeiro livro, a dois. Fiquei três semanas (ia jurar que foram meses) sozinha em casa com uma cadela de quatro meses e foi a grande prova de fogo da minha resistência: houve uma altura em que pensei que não ia conseguir sair ilesa desta experiência, o que me faz dar ainda mais valor às mães solteiras ou às que, mesmo sendo casadas, não têm qualquer ajuda no dia-a-dia. Fomos a São Miguel no Verão e só lamento não ter ido antes (e que as viagens para as nossas ilhas não sejam mais acessíveis). Rebentei de orgulho quando o meu homem recebeu o prémio de jornalista revelação do ano. Senti o chão fugir dos pés quando a palavra cancro quis dar o ar da sua graça em 2017, felizmente, o ano termina com uma substituição de peso pela palavra curada. 2017 é um ano de equilíbrios: não é um ano bom, mas não posso dizer que tenha sido mau.

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