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caixa dos segredos

Bocados de mim embrulhados em palavras encharcadas de emoções. Um demónio à solta, num turbilhão de sensações. Uma menina traída pelas boas intenções.

09
Fev18

Fugiram de casa de seus pais


vanita

Ando há semanas para escrever sobre este programa do Miguel Esteves Cardoso e Bruno Nogueira que passa à terça-feira à noite na RTP. Não faço ideia de qual o propósito do programa, de como nasceu a ideia ou quem convidou quem. Tropecei ali sem querer, perdi dois segundos a pensar neste fascínio que os nossos “intelectuais” mais cómicos têm pelo imaginário da criança que foge de casa porque me lembrei que o Fernando Alvim tem um livro com um nome semelhante: “No dia em que fugimos tu não estavas em casa”, e pronto, deixei-me levar por estas conversas aparentemente sem rumo, nem agenda ou objectivo. E, sendo parvo, acabou por se tornar viciante. Exactamente por isso: por ser intemporal, não estar na ordem do dia e criar a ilusão de que também nós ali estamos a botar conversa fora, esquecidos do tempo e dos temas do dia. Numa altura em que todos somos tão bombardeados com últimas horas, notificações e pedidos de actualização constante, é bom largar amarras e criar esta ilusão de conversa sem sentido, apenas pelo prazer de conversar. Ninguém está certo, ninguém está errado, não se pretende provar pontos de vista - ou talvez sim, mas só sobre coentros! - nem há uma guerra para travar. Os temas ali abordados são tão actuais hoje como eram há 20 anos ou serão daqui a 40. Não se fala de nada e fala-se de tudo. Sem mais pretensões que as que existem numa conversa entre amigos. Amigos snobs ou intelectuais, mas simples amigos. Conhecidos apenas, quem sabe. Mas quem diria que podíamos estar à conversa com estes dois uma vez por semana? E não é uma conversa qualquer, é uma conversa de grande intimidade: daquelas que só se tem em privado. É giro.

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