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caixa dos segredos

Bocados de mim embrulhados em palavras encharcadas de emoções. Um demónio à solta, num turbilhão de sensações. Uma menina traída pelas boas intenções.

23
Fev15

A queda de Lobo Antunes ou do jornalismo?


vanita

Joana Emídio Marques descobriu a pólvora. António Lobo Antunes caiu em desgraça e há um extensíssimo artigo no Observador, com todas as opiniões que contam e importa destacar, a justificar esta premissa. Está tudo errado. E está errado porquê? Está errado porque Joana Emídio Marques se esqueceu de comparar as vendas de António Lobo Antunes com a evolução de todas as outras vendas em Portugal. Não foi o escritor português que deixou de agradar e está nessa situação terrível tão dissecada no artigo. O que aconteceu é que o mercado livreiro mudou e muito. A média de vendas de qualquer autor é hoje bem diferente do que era há uns anos. Ficariam espantados se parassem para analisar e percebessem que os 1600 livros de António Lobo Antunes não são um mau resultado. Mas pronto, a realidade hoje é esta: António Lobo Antunes caiu em desgraça. Porque alguém olhou para o assunto por um prisma, sem ter em conta a realidade que circunda. Acontece muito.

3 comentários

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    Gaffe 23.02.2015

    A velha teoria do "mais vale ler qualquer coisa do que não ler nada" que tentei derrubar ainda há tão pouco tempo nas"Avenidas" e que me valeu alguma discórdia e algum atrito, acaba por merecer o teu acordo!
    A leitura fácil vicia, porque a facilidade é aditiva.
    Lemos demasiado o que nos é mostrado e repetido, assim como apoiamos os rostos que vemos mais repetidos nos cartazes. Deixamos de esperar e mesmo de exigir que um livro nos altere a vida. Basta-nos que entretenha enquanto a vida passa.
    A oficina da leitura, a Educação para a Leitura, tem-se vindo a perder ou a adulterar. A geração que vai perdendo ALA é aquela que cresceu viciada , leitora compulsiva e exclusiva de obras em que nada é exigido a não ser uma história com princípio, meio e fim e um pedaço de suspense. ALA não obedece às fórmulas a que nos habituaram. É uma escrita para lá da linguagem. A prova de que estamos próximos do vício está na forma como debatemos o escritor e o seu "feitio" como factor que contribui para o seu "desvanecimento".
    Tenho tanta pena!
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    Magda L Pais 23.02.2015

    Não diria que merece o meu acordo o “mais vale ler qualquer coisa do que não ler nada” mas que talvez tenha várias nuances. Quando ouvi dizer na rádio que se lia cada vez mais, estranhei precisamente porque não é essa a ideia que eu tenho.
    No caso do ALA, eu sou das que o lê e que adora, principalmente as crónicas. Mas também leio outras coisas. Lá por casa podes encontrar ALA, Gabriel Garcia Marques, Saramago ou Paulo Coelho (vá, li dois livros dele e depois parei que são todos iguais) e Nicholas Sparks. Tento intercalar leituras fáceis com leituras mais difíceis (serão leituras difíceis ou alturas mais difíceis?) e tento que a minha filha - que também adora ler - use o mesmo preceito (e lá vou conseguindo, aos 13 anos surpreendeu a professora de português porque quer fazer o trabalho anual de análise dum livro sobre O Retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde).
    Concordo em absoluto com o que diz a imagem que ilustraste esse teu post - too many books, so litle time - importa por isso escolher quais queremos ler e quais não queremos. Mas isso tem de ser uma escolha pessoal, cada um sabe qual é o género que mais gosta e qual é o que lhe diz menos. Como em tudo, acredito que haja gostos para tudo e o facto de eu não apreciar não quer dizer que outro não aprecie. Quem sou eu para dizer o que cada um dele ler?
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