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caixa dos segredos

Bocados de mim embrulhados em palavras encharcadas de emoções. Um demónio à solta, num turbilhão de sensações. Uma menina traída pelas boas intenções.

28
Fev16

Óscares


vanita

Pela primeira vez em muitos anos, sei zero sobre este tema. Ouvi dizer que é este ano que o Leo ganha a estatueta. Espero que sim, nem que seja para compensar as inexplicáveis e absurdas falhas da Academia no que diz respeito ao Di Caprio. Ah, falando em falhas, ainda tenho mais um palpite para mandar ao ar: a sério que voltaram a nomear a Jennifer Lawrence? Cruzes, que vergonha.

26
Fev16

Nove anos disto


vanita

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Nove anos é muito tempo. Lembro-me de quando eu fiz nove, da festa para todos os meus colegas da escola e da ânsia para que tudo estivesse perfeito e eu conseguisse cair nas graças dos mais populares, completamente inatingíveis no dia-a-dia de alunos da primária. Correu tudo bem mas, no dia seguinte, a minha posição no ranking social manteve-se inalterada, ali, bem apagada junto dos invisíveis. Ou, pelo menos, era assim que encarava a minha dificuldade de interacção social. Ora, aqui no blog, as coisas não se passam de forma muito diferente. Já cá ando há algum tempo, conheço os meandros da coisa mas ainda ninguém me viu a anunciar workhops sobre esta temática. Porquê? Porque, conscientemente, não me destaco. É uma atitude pensada. Não nego o aconchego que os afagos trazem ao ego, mas nunca quis que este blog me fugisse ao controlo e menos ainda me esforcei para conquistar fama ou grandes números. Não estou a dizer que o conseguiria, se quisesse, mas nunca fiz por isso e estou bem assim. Só que, desta vez, em dia de balanço, tenho curiosidade. Quem são vocês, sim vocês, que estão desse lado? Há quanto tempo andam por aí? O que sabem de mim? E eu, sei alguma coisa de vocês? Não se acanhem, em dia de aniversário, contem-me tudo. Como se fosse uma prenda. Eu mereço.

24
Fev16

Largar as máquinas de escrever


vanita

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Não foi há tanto tempo como possa parecer, mas a revolução existiu e quase não sobra quem se lembre dela. Há não menos de duas ou três décadas, o jornalismo fazia-se em máquinas de escrever, com recurso a cola e tesoura sempre que era preciso emendar, encurtar ou fazer encaixar caracteres. Nem todos conseguiram acompanhar a mudança e, quando entrei numa redacção pela primeira vez, ainda era possível encontrar saudosistas, redactores com memória fresca de uma viragem que tinha acabado de varrer mundo. Vaticinou-se o fim, proclamou-se o apocalipse, questionaram valores e opções mas o dia-a-dia sobrepôs-se a tudo isso. Como sempre acontece. As desgraças esfumaram-se na novidade que o presente trazia. Com os computadores poupava-se tempo, renovavam-se métodos de trabalho, ditavam-se novas abordagens e quando tudo ia ganhando sentido, o passado ficou lá atrás, junto com quem se recusava a acompanhar o chamado evoluir dos tempos. Passa-se o mesmo hoje em dia que, nisto de revoluções, somos pródigos. Depois do micro sismo que ditou a passagem da fotografia analógica para o digital, discutimos o fim do papel. Revoltamo-nos com a mudança de hábitos dos consumidores, queremos parar o mundo, fazê-lo perceber o nosso ponto de vista porque, sabemos disso, temos razão. Em paralelo, proliferam novas formas de estar, tendências que não podemos ignorar. Ninguém tem tempo para ler jornais, a informação consome-se distraidamente, em dispositivos móveis, aplicações várias que vão ao encontro das necessidades de cada um, em cada momento muito específico e concreto. É lá, nesse mundo virtual e digital que a tantos atormenta, que se vai buscar o que procuramos. Lutar contra uma realidade existente é como sentarmo-nos numa cadeira de balanço. Não nos leva a lado nenhum. Saberemos largar as nossas máquinas de escrever?   

23
Fev16

Pai Nosso, de Clara Ferreira Alves


vanita

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É um osso duro de roer, este romance de Clara Ferreira Alves. Assim como a realidade que retrata. Tal como a autora, também a protagonista desta história - melhor, a figura central - é uma pluma caprichosa que não se compadece com os conhecimentos dos leitores. Para "o fantasma", assim é apresentada Maria, ou o interlocutor sabe tanto como ela, ou nem merece uma possível troca de palavras. O mesmo se aplica ao leitor. O ritmo frenético e telegráfico, os avanços e recuos, não permitem pausas para explicações, menos ainda adaptações à linguagem comum. Aqui escreve-se em registo de reportagem de guerra, com terminologias e contextos próprios daquele ambiente e quem não consegue acompanhar fica de fora. Este não é um romance fácil, chega mesmo a ser exasperante pela ausência de pequenas bóias de salvamento a quem chega sem aviso prévio, bóias que indiquem para que direcção corre a história, ou até em que personagem nos focamos em cada momento. E só já bem a meio do livro conseguimos encontrar um fio condutor que nos leve até ao desfecho. Isto se a persistência nos permitir lá chegar. Aí sim, podemos descansar. É um bom livro, com algumas falhas, claro, mas um livro que não nos sairá da cabeça durante muito tempo. Muito pela impressão que a narrativa confere à história. Ainda assim, não é romance que agrade a todos, o que, em si, até pode ser um elogio. 

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