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caixa dos segredos

Bocados de mim embrulhados em palavras encharcadas de emoções. Um demónio à solta, num turbilhão de sensações. Uma menina traída pelas boas intenções.

22
Ago14

A mesa de cabeceira


vanita

Estive a confirmar e o livro que estou agora a ler estava há quase dois anos na fila de espera. Não se admite. Finalmente o monte de livros na mesa de cabeceira começa a diminuir, mas posso confessar que hoje encomendei um novo título para juntar à festa. Sempre dentro dos limites que me impus: promoções irrepetíveis em livros que fazem parte indiscutível da minha lista de desejos de forma consistente há bastante tempo. Estou a portar-me bem. 

20
Ago14

E roda, roda, roda


vanita


Uma foi para o Afeganistão, de mala na mão, a outra espera um Duarte e há uma Rita que se lhe junta na mesma altura. Há quem festeje aniversários de bebés, quem celebre baptizados aos três de uma vez e quem me acorde com fotos de crianças irrequietas, cada uma fofa do que a outra. Os desabafos sobre a vida em comum, daquela que está mesmo a começar, também invadem as caixas de diálogo, enquanto nos lembramos do casamento de outra amiga. Parece que não, mas isto roda.  

19
Ago14

"O Feitiço de Xangai", de Juan Marsé


vanita

Não tenho uma relação fácil com este autor, mentiria se dissesse o contrário. Tinha este livro na lista de espera há um tempo considerável e foi com alguma retinência que finalmente lhe peguei. Juan Marsé não é um autor fácil, desenganem-se se assim o pensam. As suas frases e ideias são profundas e elaboradas, as histórias que conta enchem-se de uma aura de magia a que a indiferença será alheia. É inevitável a comparação com Carlos Ruiz Zafón, uma vez que as tramas têm lugar no mesmo espaço e tempo do sempre mítico "Sombra do Vento". Barcelona do início do século XX, com todas as suas intrincadas personagens, prenhes de medos e angústias, reflexo de tempos conflituosos que se entranham um pouco por todo o lado. Mas, se Carlos Ruiz Záfon pode ser sombrio e fantasioso, Juan Marsé reveste-se de uma ambiência demasiado realista para que o romance ganhe força em relação às intensas questões subtilmente abordadas sobre a vida dos homens e as consequências das suas decisões. Não podia deixar de ser um romance com final ambíguo, e é exactamente isso que me desconcentra. A vida é mesmo assim, incerta e sem verdades absolutas. Mas, por isso mesmo, procuramos alguma rede num romance como este. Apesar de tudo, recomendo.

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