Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

caixa dos segredos

Bocados de mim embrulhados em palavras encharcadas de emoções. Um demónio à solta, num turbilhão de sensações. Uma menina traída pelas boas intenções.

21
Abr14

Não gostei de ver o Marquês de vermelho


vanita

E nem vou pelo que terá custado toda a parafernália da coisa e quem a terá pago. Isto porque, menos de que não gostar de ver a parolice de vestir uma camisola a uma estátua que até tem um Leão aos pés, não achei a mínima graça ao coro que se levantou contra os lampiões. Deixem-nos fazer a festa à maneira deles, mesmo que seja tolinha. Quando formos nós, fazemos o mesmo ou pior. Antes isso do que assistir, como tenho assistido nas últimas horas, ao chorrilho de posts aziados. É que são em maior quantidade que os de festa. Que tristeza.

20
Abr14

Orgulho sportinguista


vanita

Há quatro anos fui para o Marques festejar o título de campeão com amigos benfiquistas. Pior, fui eu que os incentivei a fazer a festa. Hoje custou-me mas fiz questão de dar os parabéns aos vencedores logo nos primeiros minutos. Já vi mais adeptos do Sporting a fazê-lo. E a moça do McDonald's estava toda animada para ir festejar com os amigos. Uma moça sportinguista. Somos um clube diferente, que me enche de orgulho.
19
Abr14

Curiosamente, sou Bartleby


vanita

Renuncio à escrita não porque não a tenha dentro de mim mas porque não encontro instrumentos para a fazer perfeita. Desde que aprendi a escrever que outros apregoam o meu futuro na literatura com alguma convicção, mas o terror daquela página em branco e o processo doloroso que levou à criação da pequena história que arrebatou a professora primária ainda hoje é uma realidade para mim. Durante muito tempo, usei como defesa a realidade. Assumia que sim, que escrever é parte de mim, mas explicava que gostava de o fazer com factos reais e, a partir daí, ter matéria para dar azo à minha criatividade. Ser jornalista durante mais de dez anos sossegou os convictos que, ainda assim, de tempos a tempos lá perguntavam quando é que finalmente escrevia um livro. No meio de um suspiro de angústia, passei a justificar-me com o respeito que tenho por todos os verdadeiros escritores. Não quero ser mais um desses auto-intitulados escritores que nem humildade têm para reconhecer que escrever umas páginas não chega para se equipararem a Saramago ou Eça de Queiroz. E agora, que me sobram cada vez mais rascunhos e ideias sobre histórias que apenas existem na minha cabeça, escasseiam razões para não tentar o que tantos fazem sem medo. Hoje em dia qualquer um escreve um livro e muitos até são de valor. O que me impede de experimentar? Quem me garante que não acontece como a composição da escola primária? Voto no complexo de Bartleby. Pelo menos assim, tenho uma justificação literária que me confere carisma. É frustrante, mas vai ser a minha nova desculpa.
19
Abr14

Morte ao Facebook


vanita

Por mim, matava o Facebook. Quem me conhece não acredita que eu pense isto, mas a vontade de apagar a minha conta todos os dias me passa pela cabeça. Estou cansada da ditadura das redes sociais e das falsas notícias, relações e verdades que por ali passam, mas não consigo deixar de me envolver, por mais que me esforce. E porquê? Porque parte do meu trabalho passa pela gestão das redes sociais da minha empresa, porque o FB é a melhor fonte de contactos - pelo menos uma das mais imediatas - e porque, há que admiti-lo, me tornei viciada em posts e notificações. Qual agarrada, daria tudo para largar este vício que, como todos, não é minimanente saudável.

 

Se inicialmente as redes sociais foram um alívio para pessoas mais introvertidas como eu, que não gostam de sair todos os dias e, assim, encontraram forma de se manter em contacto com os amigos, agora começam lentamente a mostrar o revés da medalha. Quem não saía, sai ainda menos e, surpreendentemente, as redes sociais não substituem os amigos nem as saídas para pôr as conversas em dia. Pior, as redes sociais inquinam as relações, são fonte de conflitos e mal entendidos, geram invejas e maus sentimentos e, inesperadamente, afastam as pessoas.

 

O melhor de dois mundo seria uma utilização racional das redes sociais, mas quando um produto se massifica a razão é imediatamente esquecida. É radical, mas todos os dias desejo a morte ao Facebook. Ou à parte doente dele.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D