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caixa dos segredos

Bocados de mim embrulhados em palavras encharcadas de emoções. Um demónio à solta, num turbilhão de sensações. Uma menina traída pelas boas intenções.

08
Jan14

Por que não hoje?


vanita

Ler o "Guerra e Paz" faz parte da minha bucket list, com data de concretização a longuíssimo prazo. Ou fazia. Porque hoje, depois de por as mãos e os olhos na novíssima edição da Presença, deixei de ser dona de mim e não o larguei mais. Nem sequer tive coragem de escolher o livro mais bonito dos expostos. Era aquele que tinha na mão, foi o que veio comigo para casa. O elo entre nós existe, estou curiosa para ver o que sai daqui. Para já, levo-o para a cama.
06
Jan14

Há o mito e há o homem


vanita

E, embora sejam a mesma pessoa, não se confundem. O homem tem defeitos terrenos, como qualquer ser humano. O mito é um ser que ascende à categoria de Deus, muito acima de qualquer humano. A lenda vive muitos mais anos do que o corpo que lhe dá origem. Ao corpo pertencem as qualidades humanas, que se esvaziam aquando da morte. Eusébio é um símbolo nacional, já o era muito antes da sua morte e manter-se-á assim por mais anos do que poderemos prever. Mas o homem que era Eusébio morreu ontem e também merece respeito. Não era um homem perfeito, nenhum homem é, mas como todos, deve ser dignificado na hora da sua despedida. Não quer dizer que se apague eventuais actos menos próprios de um homem que tem a sorte de ascender à qualidade de ser superior, mas sim que se deve respeitar quem ama o ser humano que foi. Nada disso, no entanto, invalida que as afirmações de Mário Soares estejam erradas. Quem lidou um dia que fosse com Eusébio sabe-o. Mário Soares peca apenas pelo sentido de oportunidade e por não respeitar a dor dos outros. Porque um dia, quando também ele chegar ao outro lado, vozes se levantarão contra o ex-Presidente da República. E também essas vozes estarão erradas. Por não respeitarem o momento da morte. Que é o que distingue os homens dos mitos. 

02
Jan14

À luz da cabeceira


vanita

Propus-me ler 12 livros em 2013. É o meu mínimo olímpico: um livro por mês. A medo, achei que seria melhor fazer uma aposta segura, que não sou de me lançar em desafios que acho que não consigo vencer. Rapidamente percebi que era uma patetice e dobrei a aposta ainda o ano não ia a meio. Vinte e quatro livros preencheram as minhas horas de prazer em 2013. Sem grandes rodeios, deixo-vos o meu top 5, num ano em que nenhum dos livros me arrebatou como já aconteceu noutras alturas. De forma completamente aleatória, aqui estão os cinco que mais me entusiasmaram:

- "O Fio da Navalha", de Somerset Maugham;
- "Véu Pintado, de Somerset Maugham (para quem anda há mais anos nisto da blogoesfera, é o livro que inspira o nome de Kitty Fane, do blog O Amor É Um Lugar Estranho);
- "Dentro do Segredo", de José Luís Peixoto;
- "As Primeiras Coisas", de Bruno Vieira Amaral;
- "A Desumanização", de Valter Hugo Mãe

Para 2014 fui mais arrojada. Propus-me ler 20 livros durante todo o ano - peanuts para muitas das minhas amigas. Mas, atendendo à pouca vontade que tenho tido, não sei se consigo cumprir o objectivo. Ainda assim, tenho algumas preferências que já estão na mesa de cabeceira à minha espera. A saber:

- "O Herói Discreto", de Mario Vargas Llosa (já comecei mas fiz uma pausa para me deliciar com "O Hobbit", de JRR Tolkien);
- "O Teu Rosto Será o Último", de João Ricardo Pedro;
- "O Feitiço de Xangai", de Juan Marsé;
- "Paixão em Florença", de Somerset Maugham (sim, de momento, é o meu autor de eleição);
- "Pela Estrada Fora", de Jack Kerouac (já devia ter sido este ano)

E vocês, que leituras vos iluminam os dias?

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