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caixa dos segredos

Bocados de mim embrulhados em palavras encharcadas de emoções. Um demónio à solta, num turbilhão de sensações. Uma menina traída pelas boas intenções.

19
Ago09

Comiseração


vanita

Cada vez tenho menos paciência para as relações humanas. Para os jogos que, sem excepção, adoptamos no dia-a-dia. Com a família, nas compras, no trabalho, com os amigos, com a cara-metade. Que levante o braço quem nunca se sentiu injustiçado. Quem, qual vítima de um jogo que não pode controlar, nunca achou que o Mundo estava contra si. E quem, com a sensação de que estava a ser alvo de facadas nas costas, já teve a certeza de ser uma vítima da sociedade. Todos passamos por isto. Mas alguns crescem. Outros - mais do que seriam desejável - continuam a acreditar que são um poço de bondade e que, quando alguma coisa corre mal, é o Mundo que gira contra eles. Nunca erram, nunca admitem que também eles podem ter magoado quem estava ao seu lado. E, já diziam os filósofos mais antigos, é essa a maior grandeza do Homem. Ter a humildade de admitir a sua própria pequenez. Ser a vítima é o caminho mais fácil, à partida, mas também o que mais entraves traz às relações pessoais. Porque a vítima acha-se acima do outro. Não erra, é magoada e alvo de uma grande injustiça. A maior parte das vezes não percebe que essa atitude, essa sim, é a maior de todas as injustiças cometidas. Façam um favor ao Mundo: cresçam! Se a vossa amiga não ligou, não façam birra. Agarrem no telefone e liguem de volta. Se o vosso namorado não vos contou que se cruzou com uma amiga, não o massacrem. Falem sobre o que vos incomoda. Dialoguem. Porque nem sempre somos donos da razão. Por incrível que pareça!

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