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caixa dos segredos

Bocados de mim embrulhados em palavras encharcadas de emoções. Um demónio à solta, num turbilhão de sensações. Uma menina traída pelas boas intenções.

22
Abr09

Destruição


vanita

Os amantes se amam cruelmente
e com se amarem tanto não se vêem.
Um se beija no outro, reflectido.
Dois amantes que são? Dois inimigos.

Amantes são meninos estragados
pelo mimo de amar: e não percebem
quanto se pulverizam no enlaçar-se,
e como o que era mundo volve a nada.

Nada. Ninguém. Amor, puro fantasma
que os passeia de leve, assim a cobra
se imprime na lembrança de seu trilho.

E eles quedam mordidos para sempre.
Deixaram de existir, mas o existido
continua a doer eternamente.

Carlos Drummond de Andrade
21
Abr09

Ah, afinal... se calhar não!


vanita

"Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a fez tão importante"


Antoine de St. Exupery
in "O Principezinho"
Pronto, chamem-me o que quiserem! É mais que justo e não posso dizer nada em minha defesa. Não consigo fechar este meu espaço. Tornou-se parte de mim, para o bem e para o mal. Eu digo que sim, eu ameaço, eu chego mesmo a (quase) conseguir fazê-lo mas, depois... Depois não consigo viver bem com isso. Porque este espaço é meu! Só meu! E gosto de quem cá vem, já o tinha dito. Mas gosto sobretudo de me expressar como quero, como me apetece, sem satisfações a dar. Não posso dar largas a TUDO o que me passa na cabeça? Opá, na vida real também não o fazemos. Não vivemos numa anarquia, existem regras e é assim que se estabelecem relações. Quem gosta, boa! Quem não gosta, temos pena! Mas não posso é privar-me ao espaço onde sou mais eu. Um dos poucos... Se aguentarem estes "vou e volto", bem-vindos de volta!
Para quem não sabe... eu sou Balança!
18
Abr09

Miss you...


vanita

"uma parte de mim vai contigo", escrevi a 25 de Julho de 2005

E foi mesmo! Faz-me tanta falta a inocência romântica que vivi contigo, a paixão e a certeza de que o mundo podia ser meu, podia ser nosso. Mesmo depois acabar o nosso namoro. Nunca deixámos de nos amar realmente. O teu sorriso! Nunca nenhum sorriso chegará ao brilho e sinceridade do teu. Os The Gift dizem "e se ao menos tudo fosse igual a ti". Mas não é, nunca será! E sei exactamente a conversa que estaríamos agora a ter se te falasse desta desilusão tamanha que toma conta de mim. Ias abanar-me, ralhar comigo se fosse preciso, e ias mostrar-me que o meu valor está dentro de mim. Em mais lado nenhum. Mas eu sinto a tua falta, a falta do teu sorriso. A certeza de juntos - mesmo que separados - tínhamos o Mundo pela frente. E também sei que me ias abraçar. E esse abraço, esse, não se volta a repetir.

Tenho saudades tuas, nossas...
16
Abr09

Por uns tempos será assim...


vanita

Isto é um pouco como a nossa casa. De vez em quando é preciso abrir janelas, sacudir tapetes, lavar as paredes com lixívia e dar um jeito à decoração. E na nossa casa entra quem vem por bem, quem gostamos de receber, quem nos quer bem. Não tenho muito de que me queixar. Felizmente anónimos tem havido poucos por aqui e não me causam dores de cabeça. Mas já não me sinto em casa. E quem me tira isso, tira-me tudo. Não me entendam mal, adoro cada uma das vossas visitas. Adoro mesmo, alimentam o meu dia-a-dia com boa-disposição, emocionam-me, fazem-me rir e às vezes até me chamam à atenção quando estou a ser birrenta. Mas preciso de fechar um pouco as portas. Não completamente. Mas quero que quem venha, venha realmente por bem. Assim, e sendo eu contra estes extremismos, vejo-me ceder à tentação de abrir uma guest list na Caixa dos Segredos. É temporária e não é selectiva. Basta pedirem - para caixa.segredos@gmail.com - e podem continuar a ler o que aqui vou deixando. Não prometo textos melhores ou piores. Mais do mesmo, dependendo do estado de espírito. Preciso é de calma e fechar um pouco a porta, agora, ajuda-me. Quem quiser compreender e continuar a ler-me, já sabe o que fazer. Um dia volto a abrir a casa sem restrição!
16
Abr09

Há momentos...


vanita

Tão difíceis nas nossas vidas que, quando passam, nem acreditamos que lhes conseguimos sobreviver. Pior, por percebermos que são tão insignificantes, custa-nos acreditar que nos tenham destroçado. A nós, que já passámos tanto...

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