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caixa dos segredos

Bocados de mim embrulhados em palavras encharcadas de emoções. Um demónio à solta, num turbilhão de sensações. Uma menina traída pelas boas intenções.

02
Set18

E se Deus não quiser?


vanita

Não teria mais do que cinco, seis anos, quando me comecei a arrepiar com a despedida nocturna mais comum lá de casa: “Até amanhã, se Deus quiser”. Aquele “se Deus quiser”, deixava-me em pânico. Como podíamos, com sorrisos honestos e de livre e espontânea vontade, deixar nas mãos de entidade desconhecida, nunca vista e com existência ainda por comprovar, a intenção de nos voltarmos a ver no dia seguinte? Tinha cinco anos e não podia saber que esta dúvida levantava questões de livre-arbítrio, fé, filosofia ou até teologia. Mas senti a profundidade do tema e não entendia como é que tanta gente - adultos, ainda para mais - deixava algo tão importante nas mãos de outros. O cunho de carinho evidente na forma de despedida contrasta(va) com a delegação de responsabilidade. E talvez esta seja uma das características mais evidentes da minha personalidade: não delego em ninguém a responsabilidade do que quero alcançar. Da mesma forma que nunca olhei com mais sentimentos do que os de alegria para as conquistas de quem me rodeia. O que queremos da vida depende apenas de nós, está nas nossas mãos. Se Deus não quiser, até prova em contrário, podemos sempre tentar contrariar as suas intenções. Será até amanhã, porque eu quero. 

01
Set18

Futebol na Mesa


vanita

Começa setembro e, lentamente, a vida retoma os hábitos que também fazem parte da nossa rotina. O futebol é um deles e este ano, a coisa ganha mais pujança e impacto com o novo podcast de análise quer das jornadas semanais, quer do desempenho dos jogadores, das equipas, dos jogos da liga dos campeões. Futebol na Mesa é o podcast de Rui Miguel Melo, meu marido btw, e inclui uma sugestão de livros no final de cada episódio. Se ainda conhecem, sigam o link: https://futebolnamesa.podbean.com/e/futebol-na-mesa-episodio-3/

 

16
Ago18

Ser crescida


vanita

Quando sonhei o que queria ser em crescida não sonhei ser o que sou hoje. Hoje já não sou crescida, estou para lá do que se sonha e para isso ninguém nos prepara, recebe-nos apenas o espanto pelo que nos espera. Quando sonhei o que queria ser em crescida não sabia que a vida continuava para lá do sonho e do imaginado. Depois de sermos crescidos há todo um complexo caminho na transformação do que nos torna adultos. E é nesse caminho que se descobre a magia dos dias que enchem os anos e se escondem por detrás dos sonhos. Quando sonhamos o que queremos ser em crescidos imaginamos uma meta, uma recta e um objectivo final. Mas nunca se deixa de crescer. E crescer é saber existir depois dos sonhos, é reaprender a imaginar o que queremos ser já depois de crescidos. É aprender as duras lições que os mais novos, embrulhados no doce trajecto dos sonhos, ainda não conseguem assimilar e de que só os mais velhos falam. Quando crescemos aprendemos a sonhar o que queremos ser. Para lá do imaginado.

16
Mai18

12 anos


vanita

Não consigo deixar passar esta data sem a assinalar. Neste dia, volto sempre a ter 27 anos na Avenida de Berna. Volto sempre a chorar depois de ouvir o que ninguém quer ouvir. Neste dia, celebro sempre a vida e a sorte que se seguiu à pior das notícias. Já são 12 anos depois daquele diagnóstico. Doze anos que me ensinaram a ser melhor pessoa, a aproveitar bem a vida e a aceitar de forma positiva as contrariedades. Mesmo quando dói. Um dia que me lembra sempre o quanto tenho vindo a crescer. Um dia que quero assinalar para agradecer e nunca esquecer. 

24
Abr18

Arcade Fire onze anos depois


vanita

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Deve ser a banda de que mais falo aqui no blog. Só assim, numa pesquisa rápida, surgem 15 posts, de 2007 a 2012. Nos últimos anos tenho escrito menos. Os dois últimos álbuns também não em cativaram por aí além. Felizmente, alguém que sabe desta minha obsessão, não permitiu que deixasse escapar o primeiro concerto em sala própria em Portugal, ontem, no Campo Pequeno. E foi bom, foi muito bom. Porque mesmo quando não são tão bons, continuam a ser muito bons. E é incrível perceber como, onze anos depois daquele inesquecível concerto do Super Bock Super Rock 2007, mantêm a mesma chama em palco. Já os tinha voltado a ver, noutros festivais, e estava determinada a não querer manchar a memória com um mau concerto, como aconteceu com Smashing Pumpkins, também ali, no Campo Pequeno. Mas a história escreveu-se com outra sinfonia. Depois do desgosto de terem falhado o concerto no Pavilhão Atlântico, em 2010, há uma certeza: os Arcade Fire estão de volta. Tão pujantes como sempre. E que saudades tinha disto. 

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