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caixa dos segredos

Bocados de mim embrulhados em palavras encharcadas de emoções. Um demónio à solta, num turbilhão de sensações. Uma menina traída pelas boas intenções.

16
Out18

Desgosta-me


vanita

O mundo está a virar e já não o conseguimos parar. Tenho dúvidas se alguma vez o teremos feito. Os crimes de colarinho desacreditam as instituições, os políticos e tudo o que serve de base à sociedade que temos vindo a construir. A insatisfação gera movimentos de raiva e ódio que pouco devem à moderação. Entramos no comboio da indignação e já só a luta exacerbada preenche o vazio causado pela frustração. Queremos mudar e, sem nos apercebemos, estamos a cometer erros do passado. Alguma vez aprenderemos? 

13
Out18

Entrei no outono da vida 🍂


vanita

Enquanto o sol me toca suave nos braços, uma tímida aragem fresca lembra-me que os dias de verão estão de fugida. Um dia depois de fazer 40, aceitei que estamos no outono. E eu entrei no outono da vida, essa estação que pode ser tão tranquila e amena quanto o desconforto provocado pela chuva e o vento nos permitem. Desde muito nova que gosto de fazer este jogo mental: divido os vários estádios da vida em blocos de 20 anos. A primavera, o tempo das descobertas e do florescimento, que embarca a infância e se prolonga até à entrada na vida adulta; o verão - todos nós temos saudades do verão! - esse tempo louco e irreverente, pleno de vida, alegria e boa-disposição, pelo qual ansiamos todo o ano e que, nesta minha construção pessoal, se preenche com os desvarios dos 20 aos 40 anos; o outono, essa agradável aragem fresca que nos aclama a fúria do verão e nos aconchega em roupas mais confortáveis e rituais tranquilos, propensa ao descanso e até alguma meditação; e finalmente o inverno, esse período que começa aos 60, sem destino predefinido, que dependendo das condições climatéricas, pode ser uma viagem de longo curso mais ou menos intensa. Faz-me sentido esta associação da vida humana com as estações do ano e ajuda-me a equilibrar e aceitar as várias fases desta aventura de estar viva. Cada estação é um desafio a que nos temos de adaptar para, dele, tirar o melhor proveito. Todas têm adversidades - dores de crescimento e maturidade - mas é possível encontrar um sentido orgânico e até espiritual que nos traz tranquilidade. Fazer 40 anos não me assusta mas enche-me de espanto. A vida pôs-me à prova demasiado cedo - na plena loucura do verão - e, sem que me desse conta, não me apercebi da aproximação do outono no horizonte. É mesmo com espanto que sinto a aragem fresca tocar-me no braço. E estou a gostar. 

29
Set18

Estou quase a fazer 40 anos


vanita

Não sei se viverei outros 40. Quando comecei este blog tinha 28 e a alegria recém-conquistada de ter a vida pela frente. Comecei-o uns meses depois de um diagnóstico menos bom e era a gratidão por cada dia que geria as minhas escolhas e opções de vida. Ainda é assim. Mas agora tenho quase 40 anos. Não gosto de me expor mas não sei ser superficial. Vivo de emoções intensas e genuínas, sou feita de convicções e acredito cada vez mais no silêncio como fonte de paz e bem-estar. É comigo mesma que resolvo as minhas revoluções e guerras pessoais. Tenho cada vez mais dificuldade em perceber como é que esta forma de encarar a vida se cruza com um blog intimista como o que este tem sido. Gosto de escrever, sobretudo sinto prazer no jogo com as palavras e o que daí pode sair e essa é uma das características que mais me realiza. Abrir um documento, deixar escorrer o que tenho cá dentro, ser surpreendida com o resultado final e, por muitos anos que passem, continuar a rever-me na composição que disso resultou. Como se fosse guiada por forças invisíveis, sentidos por definir, linhas mestras de outra dimensão. Este blog tem mais de onze anos e há nele tanto de mim como de outras Vânias onde já não me reconheço. Ter 28 anos não é, nem deve ser, o mesmo que ter quase 40. Não sei para onde a vida me leva, que outros caminhos tenho de trilhar ou que desafios vou enfrentar. Sei que todos os dias continuo a aprender e que continuo sempre a sonhar. Não é infantil, nem juvenil ou pouco ambicioso. É o que nos move. A mim também.

02
Set18

E se Deus não quiser?


vanita

Não teria mais do que cinco, seis anos, quando me comecei a arrepiar com a despedida nocturna mais comum lá de casa: “Até amanhã, se Deus quiser”. Aquele “se Deus quiser”, deixava-me em pânico. Como podíamos, com sorrisos honestos e de livre e espontânea vontade, deixar nas mãos de entidade desconhecida, nunca vista e com existência ainda por comprovar, a intenção de nos voltarmos a ver no dia seguinte? Tinha cinco anos e não podia saber que esta dúvida levantava questões de livre-arbítrio, fé, filosofia ou até teologia. Mas senti a profundidade do tema e não entendia como é que tanta gente - adultos, ainda para mais - deixava algo tão importante nas mãos de outros. O cunho de carinho evidente na forma de despedida contrasta(va) com a delegação de responsabilidade. E talvez esta seja uma das características mais evidentes da minha personalidade: não delego em ninguém a responsabilidade do que quero alcançar. Da mesma forma que nunca olhei com mais sentimentos do que os de alegria para as conquistas de quem me rodeia. O que queremos da vida depende apenas de nós, está nas nossas mãos. Se Deus não quiser, até prova em contrário, podemos sempre tentar contrariar as suas intenções. Será até amanhã, porque eu quero. 

01
Set18

Futebol na Mesa


vanita

Começa setembro e, lentamente, a vida retoma os hábitos que também fazem parte da nossa rotina. O futebol é um deles e este ano, a coisa ganha mais pujança e impacto com o novo podcast de análise quer das jornadas semanais, quer do desempenho dos jogadores, das equipas, dos jogos da liga dos campeões. Futebol na Mesa é o podcast de Rui Miguel Melo, meu marido btw, e inclui uma sugestão de livros no final de cada episódio. Se ainda conhecem, sigam o link: https://futebolnamesa.podbean.com/e/futebol-na-mesa-episodio-3/

 

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