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caixa dos segredos

31
Jan18

“Quédus meus livros?”


vanita

Podes tirar a Vanita da terra mas não tiras a terra da Vanita. Hoje, numa situação totalmente inapropriada, em diálogo com as figuras menos adequadas e mais requintadas que podia ter escolhido, saiu-me esta pérola. Eu, pessoa que revejo mentalmente a gramática de cada frase que digo, estou para morrer. Que vergonha.

11
Jan18

The end of the f***ing world


vanita

É com misto de sentimentos que vos digo: vejam a nova série da Netflix, “The end of the f***ing world”. Misto porque, ao mesmo tempo que me apetece espalhar a novidade, queria muito guardá-la só para mim. Esta é uma série juvenil, para maiores de 16 anos, cómico-trágica, com apenas oito episódios de cerca de vinte minutos cada. Perfeita para binge-whatching, ou para ver à hora de almoço, enquanto se devora a marmita. É tudo tão bom que parece mentira. Sabem quando têm de parar a série para passar o Shazam, porque têm mesmo de saber quem toca aquela música? E quando isso acontece em todos os episódios, mais do que uma vez? É o que se passa com esta série, que tem as melhores personagens de sempre, dois adolescentes meio psicopatas e criminosos que não conseguimos deixar de adorar, não dá para ser de outra forma. Vemos o guião desenrolar à nossa frente e pensamos na ternura do filme “Juno”, lembramo-nos das corridas loucas de Bonnie and Clyde, horrorizamo-nos quando percebemos que são mesmo estas histórias de vazio e tristeza que caracterizam o início do século e que é esta ideia de falta de esperança que vamos transmitir a quem olhar para nós daqui a vinte anos. TEOTFW cativa-nos por ser chocante, distópico e, ao mesmo tempo, tão simples e terno, a última palavra que nos lembraríamos de associar a esta história. Estou rendida e na fila para a segunda temporada. Fica a dica.

10
Jan18

A irmandade das vacas


vanita

Há pouco tempo, em conversa com uma deputada, reconhecíamos que o comportamento masculino era bem diferente do das mulheres. Que os homens, como forma cultural e bastante enraizada, vivem numa irmandade que os protege enquanto grupo, por assim dizer. Explicando: quando algum homem conquista um papel de relevância ou de valor, consegue um bom resultado num qualquer objectivo a que se propôs ou se encontra num lugar de destaque, quantas vozes masculinas se levantam para o acicatar, repudiar e questionar a legitimidade do seu caminho ou do que conquista? Não só é elogiado, como aplaudido pelos seus iguais. Claro que tudo isto pode acontecer porque, do lado masculino, a sociedade está de tal forma mais equilibrada que não promove invejas nem comportamentos mesquinhos. Ele conquistou aquele lugar, mas há ali ao lado outro para mim. Aliás, se eu o elogiar, abro portas para o meu próprio caminho da vitória. Sim, isto é verdade, mas também por isto é que devemos parar e olhar melhor para o nosso comportamento enquanto mulheres. Uma multidão gigante de actrizes bem remuneradas, lindas de morrer e com muito poder de fazer passar uma mensagem a nível global, uniu-se por uma causa: vestiram-se de preto por maior dignidade para o sexo feminino, pela igualdade de género, para repúdio de um certo comportamento machista que nos diminui a todas. Ora bem: é porque a Oprah é hipócrita; é porque todas elas são cínicas; é porque nenhuma delas levantou a voz antes; é porque eu sou tão mais à frente que não alinho com manifestações de gentes de Hollywood. Caramba, calem-se de uma vez. O que foi feito é bom. Ponto final. Há que elogiar e nada mais.   

Adenda: e quando escrevi isto ainda não tinha tropeçado na carta que as francesas escreveram e a Catherine Deneuve também assinou. Foi muito aplaudida. Por homens também. I rest my case.

08
Jan18

Irresponsabilidade na estrada


vanita

Ainda não é em 2018 que deixam de se filmar enquanto conduzem? E quando é que as imagens passam a servir de prova de contra-ordenação? Sim, defendo penas pesadas e não apenas monetárias. Se for preciso tirarem-se cartas, que se tirem, mas já é tempo de se por mão neste regabofe.

08
Jan18

Com um pequeno vestido preto


vanita

As grandes estrelas do entretenimento comprometeram-se com uma causa maior. Deram voz à luta contra o assédio e o machismo na gala anual dos Globos de Ouro. Glamorosas, com marcas de alta costura, lindas de morrer e apontamentos de cor nos lábios ou nos brincos, cada uma daquelas mulheres deu força a um movimento que não pode morrer: a luta pela igualdade e pelo respeito e dignidade de todos os seres humanos. Aquilo que pode ser encarado apenas como um conceito de moda, um apontamento sem importância - estamos a falar de roupa! -, ganha a dimensão que lhe quisermos dar. Estas mulheres lutaram com as armas que têm, mesmo que sejam apenas vestidos. Cabe a cada um de nós, dar o seu quinhão para que, num breve espaço de tempo, os abusos e desigualdades sejam tão anacrónicos com o tempo em que as mulheres não usavam calças. 

07
Jan18

Das boas bolas de neve


vanita

Dizem que a página da Rainha de Inglaterra na Wikipédia teve um aumento de milhares de visualizações e atribui-se a culpa à série The Crown, que eu também já devorei. Da minha óptica, parecem-me boas notícias. Se bem direcionado, o entretenimento pode ser uma ferramenta preciosa no sentido de educar as massas. E confesso: fui uma das pessoas que fizeram disparar as visitas à Wikipédia. E não só à página da Rainha, como a de praticamente todos os protagonistas que fazem parte do guião da série The Crown. Mais, em 2018 estreei-me a solo num documentário com seis episódios de quase uma hora. Em dois ou três dias vi The Royal House of Windsor, apenas por vontade de conhecer ainda mais sobre uma realidade que, descobri, afinal pouco sei. E aprendi imenso. Logo no primeiro episódio, percebi as ligações das várias casas reais europeias mas, essencialmente, da estreita relação da monárquica britânica e do papel decisivo na recusa de asilo ao último czar russo, que acabaria por culminar no brutal assassinato de toda a família. E este é apenas um de muitos detalhes que podem fazer a diferença na forma como olhamos para a política actual. A caixa de Pandora foi aberta e agora será sempre uma bola de neve: a da curiosidade da vontade de saber mais.

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