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12.01.17

Doze dias já lá vão e amanhã é sexta-feira 13

por vanita

À velocidade de um comboio antigo, sem pressa para chegar, os dias escorrem como areia entre os dedos. Acordamos, dormimos, dormimos e acordamos. Amanhã é sexta-feira 13. E o que fizémos com os primeiros doze dias do ano? Melhor, como escolhemos encarar o que os primeiros doze dias nos trouxeram. Não mudamos a linha nem o caminho que o comboio segue, mas podemos decidir o estado de espírito que levamos. Entre notícias menos boas, um funeral, a certeza de que dificilmente regressarei ao jornalismo, a mesmice de tanta coisa que me irrita mas que não posso mudar, a felicidade de tomar uma decisão a dois, as promessas do ano podem não ser as mais auspiciosas. Mas será mesmo isso que o define? Passaram doze dias e o balão de euforia de ano novo esvaziou-se. Entregamo-nos ao pessimismo do dia de azar e recomeçamos os erros a partir de segunda-feira ou pomos a cabeça de fora, apanhamos ar fresco e apreciamos a viagem? Amanhã é o dia que quisermos que seja. E não, eu não sou o Gustavo Santos. Mas às vezes pareço.

Se calhar escrevo um livro.

publicado às 22:50

12.01.17

De que é que estamos à espera?

por vanita

Um dia a terra cairá em cima das tábuas de um caixão que não escolhemos. E o tempo passa tão depressa, ainda ontem erámos crianças. Um dia deixamos de respirar e todos os nossos cadernos, lembranças e memórias que enchem as gavetas de casa passam a ser lixo sem sentido para as mãos que lhe irão tocar sem recordação de experiências que são apenas nossas. O Natal já lá vai e 2017 avança a toda a velocidade. Um dia alguém chorará a nossa ausência e nunca o saberemos porque já cá não estamos. Ainda acreditamos que hoje não é o dia certo? Um dia será tarde. De que é que estamos à espera?

publicado às 20:20

12.01.17

Congresso de jornalistas

por vanita

Neste primeiro congresso de jornalistas desde há 19 anos há que ouvir o que se diz nas caixas de comentários das notícias que reportam os temas falados. É essa a imagem pública da profissão. Este é o quarto congresso, mas o anterior realizou-se em 1998, ainda eu nem tinha saído da faculdade. Fiz-me jornalista, escrevi milhares de páginas, talvez centenas de manchetes, fui recambiada para casa no fecho de um jornal e tentei persistir. Tenho carteira com número profissional abaixo dos 10000 e mais de doze anos de actividade intensa. Lutei e fui vencida e, durante todo esse tempo, nunca houve um congresso de jornalistas que se propusesse analisar os problemas de quem vive de e para a informação. Que se debatam problemas, procurem soluções, definam caminhos. Que se percam na demanda e voltem a encontrar em novas soluções. Mas que nunca deixem de ouvir o que o leitor tem para dizer. O caminho segue, e seguirá sempre, por aí.

publicado às 15:01

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