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02.01.17

Onde é que errámos?

por vanita

Ao promover a igualdade de género, valorizámos o modo de estar, pensar e agir masculino e abafámos as mais-valias femininas. Usamos calças e temos cargos administrativos e de escritório, com graus de competência intelectual antes inacessíveis às mulheres. Boas e inquestionáveis conquistas. Mas o que perdemos? Experimentem fazer crochet sem ser no âmbito de uma actividade social que envolva selfies e artigos em revistas de lifestyle e vão perceber. O saber doméstico continua onde sempre esteve: ofuscado na gaveta das coisas menores. Era esta a igualdade que se pretendia? Vivemos hoje tempos em que as mulheres saíram de casa em busca dos legítimos sonhos mas, para isso, renunciámos a todo um saber de experiência feito que contribui para o conforto da vida do dia-a-dia. Cozinhar, costurar, lavar, jardinar e muitas outras tarefas ditas domésticas fazem parte de um rol de actividades que evoluíram tanto como a escrita e a transmissão do conhecimento e que, no seu todo, representam e asseguram a evolução da espécie. Consideradas menores, as tarefas ditas femininas e de donas de casa são pilar sine ne qua non o ser humano consegue subsistir. Assim sendo, em que momento nos passou pela cabeça que a luta pela igualdade se fazia apenas numa direcção? Ou haverá sempre duas categorias de pessoas?

publicado às 23:02

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