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28.02.16

Óscares

por vanita

Pela primeira vez em muitos anos, sei zero sobre este tema. Ouvi dizer que é este ano que o Leo ganha a estatueta. Espero que sim, nem que seja para compensar as inexplicáveis e absurdas falhas da Academia no que diz respeito ao Di Caprio. Ah, falando em falhas, ainda tenho mais um palpite para mandar ao ar: a sério que voltaram a nomear a Jennifer Lawrence? Cruzes, que vergonha.

publicado às 18:38

26.02.16

Nove anos disto

por vanita

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Nove anos é muito tempo. Lembro-me de quando eu fiz nove, da festa para todos os meus colegas da escola e da ânsia para que tudo estivesse perfeito e eu conseguisse cair nas graças dos mais populares, completamente inatingíveis no dia-a-dia de alunos da primária. Correu tudo bem mas, no dia seguinte, a minha posição no ranking social manteve-se inalterada, ali, bem apagada junto dos invisíveis. Ou, pelo menos, era assim que encarava a minha dificuldade de interacção social. Ora, aqui no blog, as coisas não se passam de forma muito diferente. Já cá ando há algum tempo, conheço os meandros da coisa mas ainda ninguém me viu a anunciar workhops sobre esta temática. Porquê? Porque, conscientemente, não me destaco. É uma atitude pensada. Não nego o aconchego que os afagos trazem ao ego, mas nunca quis que este blog me fugisse ao controlo e menos ainda me esforcei para conquistar fama ou grandes números. Não estou a dizer que o conseguiria, se quisesse, mas nunca fiz por isso e estou bem assim. Só que, desta vez, em dia de balanço, tenho curiosidade. Quem são vocês, sim vocês, que estão desse lado? Há quanto tempo andam por aí? O que sabem de mim? E eu, sei alguma coisa de vocês? Não se acanhem, em dia de aniversário, contem-me tudo. Como se fosse uma prenda. Eu mereço.

publicado às 01:39

24.02.16

Largar as máquinas de escrever

por vanita

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Não foi há tanto tempo como possa parecer, mas a revolução existiu e quase não sobra quem se lembre dela. Há não menos de duas ou três décadas, o jornalismo fazia-se em máquinas de escrever, com recurso a cola e tesoura sempre que era preciso emendar, encurtar ou fazer encaixar caracteres. Nem todos conseguiram acompanhar a mudança e, quando entrei numa redacção pela primeira vez, ainda era possível encontrar saudosistas, redactores com memória fresca de uma viragem que tinha acabado de varrer mundo. Vaticinou-se o fim, proclamou-se o apocalipse, questionaram valores e opções mas o dia-a-dia sobrepôs-se a tudo isso. Como sempre acontece. As desgraças esfumaram-se na novidade que o presente trazia. Com os computadores poupava-se tempo, renovavam-se métodos de trabalho, ditavam-se novas abordagens e quando tudo ia ganhando sentido, o passado ficou lá atrás, junto com quem se recusava a acompanhar o chamado evoluir dos tempos. Passa-se o mesmo hoje em dia que, nisto de revoluções, somos pródigos. Depois do micro sismo que ditou a passagem da fotografia analógica para o digital, discutimos o fim do papel. Revoltamo-nos com a mudança de hábitos dos consumidores, queremos parar o mundo, fazê-lo perceber o nosso ponto de vista porque, sabemos disso, temos razão. Em paralelo, proliferam novas formas de estar, tendências que não podemos ignorar. Ninguém tem tempo para ler jornais, a informação consome-se distraidamente, em dispositivos móveis, aplicações várias que vão ao encontro das necessidades de cada um, em cada momento muito específico e concreto. É lá, nesse mundo virtual e digital que a tantos atormenta, que se vai buscar o que procuramos. Lutar contra uma realidade existente é como sentarmo-nos numa cadeira de balanço. Não nos leva a lado nenhum. Saberemos largar as nossas máquinas de escrever?   

publicado às 18:00

23.02.16

Pai Nosso, de Clara Ferreira Alves

por vanita

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É um osso duro de roer, este romance de Clara Ferreira Alves. Assim como a realidade que retrata. Tal como a autora, também a protagonista desta história - melhor, a figura central - é uma pluma caprichosa que não se compadece com os conhecimentos dos leitores. Para "o fantasma", assim é apresentada Maria, ou o interlocutor sabe tanto como ela, ou nem merece uma possível troca de palavras. O mesmo se aplica ao leitor. O ritmo frenético e telegráfico, os avanços e recuos, não permitem pausas para explicações, menos ainda adaptações à linguagem comum. Aqui escreve-se em registo de reportagem de guerra, com terminologias e contextos próprios daquele ambiente e quem não consegue acompanhar fica de fora. Este não é um romance fácil, chega mesmo a ser exasperante pela ausência de pequenas bóias de salvamento a quem chega sem aviso prévio, bóias que indiquem para que direcção corre a história, ou até em que personagem nos focamos em cada momento. E só já bem a meio do livro conseguimos encontrar um fio condutor que nos leve até ao desfecho. Isto se a persistência nos permitir lá chegar. Aí sim, podemos descansar. É um bom livro, com algumas falhas, claro, mas um livro que não nos sairá da cabeça durante muito tempo. Muito pela impressão que a narrativa confere à história. Ainda assim, não é romance que agrade a todos, o que, em si, até pode ser um elogio. 

publicado às 13:45

20.02.16

Sapo ao ponto, al dente, confitado ou flamejado

por vanita

E o primeiro blog da Chef Express é do SAPO Blogs. E o que é q Chef Express perguntam os mais desatentos. Pois bem, situem-se no mercado dos robots de cozinha e apontem para o modelo que reúne todas as funcionalidades da Bimby de geração não tecnológica - também que é que quer cozinhar em cima de dispositivos sensíveis? - com o preço mais competitivo do mercado: eis a Chef Express, o robot de cozinha do Pingo Doce. Uma novidade tão recente no nosso mercado que ainda não está amplamente testada, tão pouco existem blogs de utilizadores que comprovem e veiculem todas as suas possibilidades, com receitas apetitosas e dicas de como tirar o melhor proveito da máquina. Isso foi até há uma semana, altura em que nasceu o primeiro blog da Chef Express. Não, não é meu, mas garanto que vale a pena seguir. Ainda mais porque está aqui na comunidade batráquia. Basta seguir o link: http://receitaschefexpress.blogs.sapo.pt

Bons cozinhados!

publicado às 20:18

17.02.16

Ainda estás no...?

por vanita

Este é o post e o momento da minha vida de que tenho sempre mais saudades. Fazia o que queria, o que sempre quis. Era jornalista num diário nacional de grande circulação, responsável por algumas das manchetes que faziam o país acordar em sobressalto e vivia numa adrenalina permanente que me causava insónias crónicas. Este é o momento mais feliz porque já o era há muito tempo, tinha uma carreira consolidada e isso era sinal de perseverança para quem ainda nem tinha chegado aos trinta. A angústia da estagnação era uma linha fina num horizonte tão distante que se esfumava no brilho de dias tão radiosos. Esta realidade manteve-se durante muito tempo, mas muito já mudou desde então. Sei que evoluí, nunca baixei as armas nos momentos mais complicados e até terei sabido manter o mesmo nível de exigência que gosto de me impor, sem que o fantasma da inércia me voltasse a assombrar. Ainda assim, este é o momento da minha vida profissional de que tenho sempre mais saudades. 

publicado às 22:26

17.02.16

Crise de identidade

por vanita

Não direi que é a famigerada angústia da folha em branco porque nem sou escritora nem isto é papel, mas a maleita de que sofro bebe dessa frustração de me afundar num mundo de ideias e pensamentos encurralados nesta profunda incapacidade de dar à estampa o que outrora fazia sem desgastos de alma. Não me faltam temas, discussões, argumentações, abordagens mais ou menos dignas de exposição ou vontade de o fazer. O que não sobra é paz de espírito para justificar o esforço. Com que intuito, com que objectivo? Não é a ausência de dividendos mas, sim, o vazio que me sufoca a espontaneidade. Haverá antídotos para estes casos?

publicado às 20:57

11.02.16

Dos insultos na caixa de comentários

por vanita

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Não fui às cegas. Sabia bem que a minha opinião sobre a exposição não era consensual, mas nunca imaginei que teria esta repercussão. Gosto do debate de ideias, gosto de expor opiniões, de discutir pontos de vista e de argumentar para os defender ou chegar à conclusão de que estou errada. É desta massa que sou feita. Sempre achei que a polémica em torno da "Bodies" era sem sentido e, no entanto, depois de lá ir, foi o que se pode ler no post em baixo. E tem sido do arca da velha na caixa de comentários. Tenho aprendido bastante, sobretudo sobre tolerância e respeito. Obrigada, querido SAPO. Gosto de desafios e, vistas pelo prisma certo, estas situações são de grande utilidade. Mostram-nos um bocadinho do país real.

publicado às 17:58

10.02.16

Bodies, ou o entretenimento levado ao extremo

por vanita

Em dia de Carnaval, que melhor programa do que visitar a tão aclamada exposição "Bodies - Descubra o Corpo Humano", que está na Cordoaria Nacional, em Lisboa? Claro, em dia de Entrudo, vamos ver corpos humanos dissecados. E lá fomos, até porque, é uma oportunidade rara e, na minha ideia, imperdível. Pois, mudei de opinião. Foi preciso ver e explorar a fundo o interior de uns quantos chineses para começar a ter noção do quão perverso e pouco pedagógico tudo aquilo pode ser.

Há mesmo necessidade de privar o corpo humano de um nível mínimo de dignidade e serrá-lo em fatias para dispor como se de um catálogo de posters se tratasse? Conteúdo realmente informativo, tem pouco. A massa humana - bem conservada - não é de todo a melhor forma de se mostrar doenças e mudanças impostas pelo estilo de vida, porque não são visíveis ao olho destreinado do comum dos mortais. No fundo, vê-se apenas uma amalgama amarelada, que se confunde e baralha mais do que ensina.

O que dizer as posições em que aqueles corpos estão expostos? São todos bailarinos e atletas, mas o que choca mesmo é a ausência de sentimento de respeito pelas pessoas que um dia habitaram aqueles tecidos. Sobretudo das mulheres. Não há um critério de veneração pelo ser humano e é isso que mais me custa aceitar. Bem mais do que ver os órgãos, ossos, músculos e veias ao vivo e a cores,  senti como se estivesse num salão de brinquedos de crianças muito perversas. E não gostei. À noite tive necessidade de fazer uma pequena oração por aqueles chineses que não me saem da cabeça. Porque podiam ser um de nós.

publicado às 13:39

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