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caixa dos segredos

25
Jan16

Blue monday


vanita

Tenho para mim que se enganaram e hoje é que é o dia mais triste do ano. Há coisa mais deprimente do que acordar com uma tempestade quase tropical na manhã depois da vitória do Presidente-mais-sabonete que alguma vez poderíamos ambicionar? Só mesmo a balança deitar-nos as garras de inclemente antes de entrarmos para o duche. Sim, hoje é um dia daqueles. Dos mais tristes. 

23
Jan16

Saudades


vanita

Há um ano, como quem vai de férias, o meu irmão mais novo emigrou para os Estados Unidos. Nunca mais o voltei a ver - tirando apontamentos raros e esporádicos no Skype - e pouco ou nada falamos. É esse o registo e não há como alterar os modos de cada um. Parece que foi ontem mas pesa. Em mais de trinta anos, nunca estivemos tão longe e é com dificuldade que se combate a vontade de o ir resgatar para mais perto da família. E é isso que nos faz perceber, a cada dia, o quanto o nosso país ainda precisa de evoluir para que, geração após geração, a emigração deixe de ser solução. Queremos os nossos connosco. Quem não quer?

22
Jan16

Presidenciais


vanita

O que se retira destas eleições? Que estamos entregues à bicharada. Os políticos de e com carreira, assim como os partidos, desistiram de Portugal. Não se chegaram à frente. Ninguém se chegou à frente. Ficámos com o refugo, as sobras. Políticos de segunda e terceira linha, sem cargos nem curricula que sustentem a posição que a Presidência da República exige. Há partidos que não apoiam sequer candidatos ao posto. Há candidatos que avançam a solo, em casas vazias. O candidato com maior intenção de voto há anos que não exerce um cargo político de relevância. Somos os órfãos abandonados. Vamos votar, porque vamos, mas é um pouco como quando olhamos para a nossa carteira: não está lá nada. Apenas o vazio.

16
Jan16

Fuck cancer


vanita

Quando tinha dez anos, cheia de espírito visionário e atenta às preocupações de então, vaticinei que o cancro seria o nosso fim. Não me recordo da linha de pensamento que me fez pensar isso, até porque a SIDA era a grande preocupação naqueles idos finais dos anos 80. Talvez por isso mesmo, por considerar que se estava a negligenciar o potencial de destruição do cancro a longo prazo, pela urgência da SIDA, então um caso mais galopante e sério. Têm sido duros estes dias. David Bowie morreu de cancro. Alan Rickman morreu de cancro. Em dois dias, Celine Dion perdeu o marido e irmão para o cancro. Fernando Ávila morreu de cancro, assim como mais umas sete ou oito figuras que dão rosto a este filho da puta que não nos larga. Eu já tive cancro, a Sofia Ribeiro tem cancro, o Gonçalo Diniz tem cancro, a Kitty Fane e a Bad também já tiveram cancro, assim como o meu avô e a minha tia. De repente, parece que, se não nos formos de acidente ou desastre, só nos despedimos desta vida na companhia de um qualquer tumor. Que esta passe a ser a nossa prioridade, ainda que tardia. Vamos acabar com isto como acabamos com a peste negra. Não deixemos esta herança às novas gerações. É certo que outros problemas surgirão, mas é nossa obrigação solucionar este que temos em mãos. Pela nossa sanidade.

16
Jan16

Social Media


vanita

Hoje o toque do despertador arrancou-me sacrilegicamente aos lençóis de flanela à mesma hora de todos os outros dias da semana. Arrastei-me pelo ar gélido dos seis graus da manhã por uma cidade vazia de transeuntes e transportes públicos para uma sala de miúdos que ainda mal roçam os 30, de ténis nos pés, muitos bués e fixes e yas agarrados aos estrangeirismos da linguagem urbana esclarecida e à frente, informal mas muito na cena, alicerçados nas certezas universais de que somos todos iguais e temos todos os mesmos insights e formas de ver a vida.Das duas uma, ou saio daqui uma expert das redes sociais ou é desta que desisto porque o mundo está perdido. Amanhã acordo à mesma hora e isto é capaz de não melhorar.

13
Jan16

Chocolates!


vanita

São uma perdição, não lhes resisto. Nem que seja em forma de questionário, como este em que fui desafiada n'O voo da garça. Eu, que não sou dada a desafios na blogosfera. Mas chega de salivar, vamos ao TOP 5 Chocolates. Fica já o aviso: não gosto de chocolate branco, menos ainda de leite. Sem ordem de preferência:

  • After-Eight

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Como um acto de magia, uma caixa pequena de After-Eight some-se em menos de nada. Há quem diga que é possível, mas nunca vi uma por mais de 24 horas. Desaparecem-me da vista e só reparo quando não há nada a fazer.

 

  • Reese's peanut butter cups 

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Não sei explicar como é que estes pequenos doces e eu nos conhecemos, mas é amor o que nos une. Sou atraída quando calho de me cruzar com estes bebés norte-americanos - não tão fáceis de encontrar como seria desejável. E é um sentimento correspondido. Deviam ver como se derretem na minha boca.

 

  • M&M's peanut butter

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Manteiga de amendoim e chocolate ligam muito bem. Tão bem que o amor se estende aos M&M's. Mais uns que não não encontramos em cada esquina - felizmente! Mas aqui a je contactou a marca em Portugal e sabe, de fonte segura, que falta pouco para os termos por cá, sem necessidade de importação do exterior. Vamos ficar redondos de alegria!

 

  • Nougat, da Hussel

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É o segredo mais bem guardado das lojas Hussel. Ninguém dá nada por eles, ali, embrulhados em sacos pouco glamorosos. Até ao dia em que, por 3,98 euros - sim, sei o preço de cor! - tropeçamos nesta experiência dos deuses. Retira-se a prata com a pompa e solenidade de quem antecipa um fugaz e imperdível momento de prazer, colocamos o chocolate por inteiro na boca e deixamos que se desfaça para, na altura certa, trincarmos o chocolate preto e misturarmos os sabores. Divino.

 

  • Chocolate negro com menta, da Chocolataria Equador 

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Artesanal e nacional. Chocolate negro com menta, da Chocolataria Equador. Um pedaço de perdição que se come aos bocadinhos, sem abusar. Um pouco de cada vez, como um pecado gostoso que só nós conhecemos. Se ainda não provaram, não demorem mais. Em Lisboa, fica na Rua do Alecrim. Mais acessível não podia ser. Não nos responsabilizamos pelos danos causados. 

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