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caixa dos segredos

15
Dez15

Da inocência traída


vanita

Às vezes ainda me lembro daquelas pontas dos dedos com desprezo em pinça, a segurar o naperon feito em papel para gáudio de uma esfaimada e cruel audiência, num espectáculo protagonizado nas costas inocentes da vítima. Foi uma das primeiras lições que registei neste mundo do trabalho. Eu era invisível para as peças do jogo, mas assisti a tudo. 

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