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26.06.15

Hoje não somos todos Charlie, estamos de férias!

por vanita

De calções de banho, estendido na areia, vê-se o corpo de um homem. Podia estar a apanhar banhos de sol e era o que fazia no exacto momento em que foi assassinado à queima-roupa esta manhã, numa praia privada na Tunísia. Era um turista: britânico? belga? alemão? Não sabemos, porque este é apenas uma das 27 vítimas de um dos três ataques terroristas que roubaram almas inocentes no dia de hoje. França, Kuwait e Tunísia são hoje pequenos alertas vermelhos a picar no mapa mundi, destinos a evitar a todo o custo. Era uma manhã tranquila naquela praia e, em pouco de nada, foram divulgadas fotos de quartos de hotel, com camas a bloquear a porta de entrada. O terror na expressão máxima: turistas barricados em hotéis de luxo. Com medo que outro estudante se lembre de pegar numa arma e distribuir balas a gosto. Hoje não somos todos Charlie. Não, hoje somos todos turistas e estamos de férias.  

publicado às 18:39

21.06.15

Dia Internacional do Yoga

por vanita

Comemora-se hoje, pela primeira vez, o Dia Internacional do Yoga. Nada como a data do solstício de Verão para assinalar aquela que, sendo uma prática milenar de origem indiana, nos coloca em perspectiva perante a vida, promovendo o equilíbrio físico, mental e emocional. Sei do que falo. Há pouco mais de seis meses iniciei-me na prática regular do yoga e, uma vez consubstanciada, apenas me arrependo de não o ter feito muito mais cedo. Acredito mesmo que os ensinamentos do yoga deveriam fazer parte da educação escolar das crianças desde tenra idade e que todos nós, adultos, teríamos uma vida mais saudável e equilibrada se estivéssemos despertos para a necessidade de trabalhar o corpo, fazer exercícios profundos de respiração e se dedicássemos uns momentos à meditação no nosso dia-a-dia. Mais do que uma filosofia de vida, o yoga é uma postura perante o stress e os problemas que nos afectam todos os dias. É uma atitude saudável que nos faz falta mesmo sem termos consciência disso. Neste Dia Internacional do Yoga deixo-vos apenas um conselho: experimentem. Libertem a cabeça de qualquer preconceito e deixem-se levar. Se for preciso, insistam. Vai valer a pena.

publicado às 11:38

17.06.15

Os spoilers e as telenovelas

por vanita

É sabido: à segunda-feira temos de nos manter o mais longe possível das redes sociais. Isto se não quisermos saber o que se passou durante a noite no último episódio de Game of Thrones nos Estados Unidos. Os spoilers são uma praga. Minutos depois de o episódio ir para o ar e todos os avanços e recuos na história são ampla e abertamente discutidos a nível global. Que se lixe quem ainda não assistiu. O caso assume proporções especialmente dramáticas quando em questão está uma série que vive do efeito surpresa e das reviravoltas na história, como acontece na Guerra dos Tronos. E não se pense que a culpa é apenas da diferença horária entre continentes. O regabofe tem sido de tal ordem que os próprios conterrâneos se manifestaram contra este abuso de telespectadores e, sobretudo, de órgãos de comunicação social. É interessante reparar como todo este processo tem evoluído a par e passo com esta série. A revolta dos fãs obrigou a uma mudança de comportamentos e se isto não é genial, não sei o que será. Muitos são os que agora salvaguardam artigos com revelações determinantes para quem não viu os episódios em questão. O preço de um like e de movimento positivo nas páginas assim o obriga. Uma evolução em prol do consumidor. E, no meio disto tudo, onde entram as telenovelas do título? Já estão a ver, certo? Ora, bem sabemos que uma série norte americana se veste de um glamour hollywoodesco a que os Globos de Ouro não podem sequer aspirar. Mas será que os fãs das novelas não têm o mesmo direito de ser salvaguardados? Bem sei que isto é um negócio que se alimenta a si mesmo. Que as capas das revistas com cenas que só vão acontecer dali a muitos meses vendem o formato e que são os próprios telespectadores a sorver o que lhes é dado. Mas será mesmo assim? Não será antes uma reacção de aceitacão do inevitável? Um comportamento instalado? Lembro-me dos tempos em que acompanhava as minhas novelas e evitava passar em frente aos quiosques. Da revolta que sentia por a minha vontade de acompanhar a trama sem spoilers - na altura a palavra nem se usava tanto como agora - me ser retirada sem possibilidade de escolha. Estará isto certo? Ou estarei a mexer com um mercado e não deva sequer levantar a lebre?

publicado às 09:30

15.06.15

Do medo de mudança

por vanita

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"Ao mesmo tempo pensei: Tens um ar um bocado envelhecido. Ela vestia uma saia prática de tweed e um impermeável azul coçado; o cabelo, mesmo descontando a aragem do rio, parecia mal tratado. Tinha o tamanho de há quarenta anos, mas com muitas madeixas grisalhas. Ou melhor, era grisalho com madeixas do castanho original. Margaret dizia que as mulheres cometiam muitas vezes o erro de manter o cabelo penteado como na fase em que foram mais atraentes. Agarravam-se a ele até ter deixado há muito de ser apropriado, só porque receavam o grande corte. Parecia ser justamente o caso de Veronica".

 

"O Sentido do Fim", de Julian Barnes

publicado às 22:18

11.06.15

Merda para os erros ortográficos!

por vanita

Já não basta a porcaria do AO que nos troca as convicções na forma de escrever, como ainda abundam os erros ortográficos exibidos em grande estilo. Há é diferente de à e á nunca existe. Caramba, é assim tão complicado? E, desculpem lá o azedume, mas os destaques aqui do SAPO não me deviam levar para textos com erros destes. É que fico logo neste estado.

publicado às 15:29

08.06.15

Ao meu ritmo

por vanita

Vi a série Friends, de seguida, pela primeira vez, nos últimos meses. O mesmo aconteceu com o Lost, em 2012, quando resolvi que o impasse da quinta temporada não me podia deter e voltei ao princípio, para assistir a todos os episódios de enfiada. Odiei o final, só para que saibam. A Teoria do Big Bang preencheu o vazio de Friends e foi uma das melhores descobertas dos últimos tempos. Sou apaixonada pelo Sheldon Cooper. Acho que sou igual a ele, mas sem a inteligência de génio, claro. Também vi tudo sozinha, vinte minutos por dia, à hora de almoço. Agora ando na descoberta das Gilmore Girls, anos depois do final. Não quero nem saber. Sigo por conta própria e vou bem satisfeita. Quando uma série tem os ingredientes certos, não há datas que as tornem obsoletas. Imaginem quando a Netflix chegar a Portugal. Quem nos vai parar? 

publicado às 15:33

06.06.15

Hoje vou à Feira do Livro

por vanita

Este ano já lá estive duas vezes, sempre de corrida, e comprei três livros. No total gastei menos de 17 euros. O primeiro livro, já o li. Gostava de trazer muitos mais comigo mas, além de lutar activamente contra essa coisa de se acumular livros não lidos, o "platonismo da minha carteira" não permite devaneios. Veremos que contas apresento no final desta brincadeira. E vocês, já gastaram muito? Que livros compraram? Depois mostro os meus.

publicado às 10:27

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