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21.04.15

Onde vais tu, com tanta pressa?

por vanita

Nestes tempos que vivemos, podemos correr mundo sem sequer sair da cama. À distância de meros toques, temos inúmeras possibilidades, inconcebíveis há meia dúzia de anos. Hoje, se quiséssemos, e com as ferramentas de que dispomos, podíamos partilhar descobertas científicas ao pequeno-almoço. Esse movimento poderia gerar várias ondas e, em menos de nada, todos poderíamos contribuir para a evolução da espécie, nomeadamente para a cura de doenças que nos dizimam ou para os cuidados paliativos que, mais cedo ou mais tarde, todos iremos agradecer, alguns em proveito próprio. Mas não, ao invés de usarmos tudo o que temos tão facilmente ao nosso dispor, todo o conhecimento, informação e capacidade de chegar a qualquer lado ou pessoa em segundos, usamos a modernidade tecnológica para partilhar fotos do brunch no Instagram, selfies de pés descalços na areia e fotos em grupo nos festivais de verão. Reclamamos com os políticos e as greves dos transportes públicos e estamos sempre a par da trica do momento. Mastigamos reality shows e séries de televisão e queremos ser os primeiros em tudo. No RIP à morte do ídolo da nossa juventude, no anúncio do golo da nossa equipa ou na denúncia dos mil ultrajes de que somos vítimas. Vivemos neste vazio de aguardar pelo próximo passo, que se esgota em segundos, exigindo ser novamente colmatado. Esperamos meses pela nova temporada da Guerra dos Tronos e, no dia de estreia, descobrimos que um erro libertou cinco episódios para o público: devoramo-los na tarde do tão aguardado dia. Arrotamos impaciência porque, agora faltam semanas até que o próximo episódio seja libertado. Falamos de episódios que demoraram meses a ser filmados e montados, que envolveram equipas enormes de trabalho e empenho de profissionais. Tudo deitado ao lixo, em instantes, devorados pela sofreguidão desta espécie narcisista e egoísta em que nos transformámos. Porque ninguém me tira da cabeça que se tirássemos proveito de tudo o que temos à disposição, podíamos partilhar a descoberta da cura para o cancro ao pequeno-almoço. Neste enorme brainstorming em que vivemos. Podíamos começar hoje e agora. Mas temos pressa e não olhamos para lá do nosso umbigo. Não vemos para lá do agora.

publicado às 20:55

21.04.15

De nenúfar em nenúfar!

por vanita

Que o SAPO é uma casa onde nos sentimos acolhidos, não há qualquer dúvida. Que os destaques nos fazem sentir especiais e com mais apreço por esta coisa dos blogs, é impossível desmentir. Mas o melhor de tudo, o melhor mesmo, é que a equipa desta casa tem sempre mais um mimo escondido na manga. Agora criaram o Blogs Quentes, um blog onde podemos acompanhar os posts mais comentados do dia anterior, para que nada nos falte. Belo pulinho!

publicado às 11:31

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