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caixa dos segredos

20
Mar15

A primeira meia maratona sobre o Tejo


vanita

Eu estive lá. Foi há 25 anos e a prova contou apenas com três mil participantes. Um deles era o meu pai. Os tempos eram outros, corria-se por carolice e por uma questão de saúde, não existiam todos os artefactos do running e bastavam umas sapatilhas e uns calções para se participar nas corridas que pululavam um pouco por todo o país - sim, isto não é recente. Lisboa chegou tarde, mas chegou. A prova - na altura ainda não era meia maratona, se a memória não me falha, mas os habituais 16 quilómetros que reuniam os fanáticos das corridas quase todos os fins-de-semana - tinha pouco de atractivo em relação aos grandes eventos daquele tempo, mas a ideia de passar a ponte 25 de Abril a pé foi suficiente para conquistar o grupo de amigos do meu pai. Nós, as famílias, fizemos o que sempre fazíamos. Viemos atrás, com o farnel na bagageira, para dar apoio e piquenicar por aí, como era hábito. Correu mal, correu muito mal. E isto é coisa que pouco sabem, menos ainda se lembram. Lisboa nunca tinha organizado uma corrida e não estava preparada para dar vazão quer nos abastecimentos quer na enchente que se gerou na meta, à chegada dos participantes. Criou-se um tumulto e uma confusão de que não há memória - resta a minha e a dos que, como eu, assistiram a tudo. A multidão acumulou-se à chegada e - meu deus! - as entregas dos prémios de participação não estavam a dar escoamento aos corredores. E havia chocolates que não estavam a ser entregues aos justos vencedores. Esta é a minha memória mais dolorosa, confesso. Em segundos - foi o que me pareceu - havia pessoas em cima da carrinha de distribuição e tudo se descontrolou. Agarraram nas caixas de chocolates e foi uma festa: nós crianças fomos as mais beneficiadas. Chocolates para todos. Mas tivemos de sair a correr, que a coisa não estava para grandes amizades. Foi um verdadeiro desastre e esta é a história que ficará para sempre. Felizmente, a partir da segunda edição, tudo mudou. Para melhor.  

20
Mar15

Toda a Mafalda, de Quino


vanita

Mafalda1.jpg

Pequena e rabina, inteligente e divertida, eis a Mafalda. Corpo de criança, cabeça de sábia e uma aversão gigante à sopa. Podia enumerar mil e uma razões para conhecerem a obra de Quino e lerem de fio a pavio esta edição comemorativa dos 50 anos da criação desta personagem; podia elogiar o espírito crítico e atento que nos deixa a questionar a nossa própria atitude em relação ao mundo geo-político, às diferenças sociais e económicas ou ao papel da mulher na sociedade; podia apontar diferenças incontornáveis que esta banda-desenhada revela na forma como as crianças brincavam, arrepiar-me com o recurso às armas de plástico ou interrogar-me sobre a vida económica destes pais sempre nas lonas mas que todos os anos vão para fora nas férias. Sim, podia fazer tudo isto e muito mais. Mas há momentos em que as imagens valem por mil palavras e isso aplica-se muito aos quadradinhos desta Mafalda, que tem lugar cativo no meu coração. Afinal, falamos de uma menina que chamou Burocracia à sua tartaruga. E o que dizer da genialidade de Quino, que dá o nome de Felicidade à mais pequena do grupo de amigos? Sim, podia dizer muito, mas fico-me pela recomendação: leiam a Mafalda e, tal como ela, nunca abandonem o espírito crítico. Ah, e divirtam-se. Há tempo para tudo.

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