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caixa dos segredos

12
Dez14

Fedelhos mimados


vanita

Uso-me da expressão utilizada pelos produtores de Hollywood para se referirem a Angelina Jolie no caso dos nossos cada vez mais amados funcionários das empresas de transportes, nomeadamente os meninos e meninas da TAP. É que quando a coisa se resume a Lisboa, com a CP ou o Metro, poucos se apercebem do egoísmo destes trabalhadores que desprezam o quanto custou conquistar o direito à greve e lhe dão um uso irresponsável e inadequado. Quando a atitude se estende aos funcionários da TAP, uma empresa que lida com cidadãos de todo o mundo, a coisa pia mais fino. Do alto dos mimos de quem assume por direito regalias e privilégios, estes trabalhadores decidiram que paralisar a empresa nos dias mais movimentados do ano daria conta do tamanho da sua indignação com a privatização da empresa e consequente perda de muitas das suas condições de emprego. Olham para o problema apenas pelo seu ângulo de vista e, em termos de estratégia, estatelam-se ao comprido ao penalizar consumidores e o próprio Estado - o povo português no geral, para quem não estiver a acompanhar todo o raciocínio. À parte dos dramas familiares e empresariais, do caos que é ter uma capital de um país europeu que não tem um aeroporto em pleno funcionamento na quadra das festas, junta-se a questão monetária que envolve o cancelamento de todos os voos. Nada que interesse a estes fedelhos mimados, que estão apenas preocupados em defender o seu direito aos prémios nos salários e às viagens de borla para qualquer lado, para eles e para a família. O meu conselho: tenham juízo, ainda vão a tempo de evitar um problema de dimensões gigantes. Deixem de ser meninos e assumam as lutas como homens e mulheres decentes. E, já agora, boas festas para vocês, na esperança de que a família não precise da TAP para chegar a casa. Ou, pelo menos, que o desconto na concorrência seja decente. Se não for, faz-se uma greve. Não é, meus queridos?

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