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28.11.14

O evento do ano

por vanita

A rajada de vento puxava o guarda-chuva com força quando saímos juntos de casa e, a pé, fomos até ao fim da rua. Empurrados pela chuva, mal ligámos aos balões da entrada e fomos recebidos com um caloroso sorriso e uma fatia de bolo-rei. Demos uma volta pelo espaço. Eu levei gengibre, noz moscada e dois dióspiros. Ele escolheu o pão. Voltámos felizes para casa. Está inaugurada a primeira - e única - mercearia do nosso canto. Acho que já lhe podemos chamar de bairro.

publicado às 14:21

27.11.14

Para desanuviar

por vanita

Gostava de lançar um apelo - mais um, tenho apreço por estes pedidos - às revistas semanais desta terra. Conseguiremos por uma vez, uma apenas, ter uma semana sem capas com Cristina Ferreira? Juntos seremos capazes. Faço figas deste lado.

 

PS - caso não se recordem, ela não vos trata propriamente bem.

publicado às 17:20

26.11.14

Cuidado com o que desejas

por vanita

Toda a vida disse que tinha pena de não ter vivido o 25 de Abril e as suas conquistas para o povo oprimido, que pouco tinha para viver com dignidade. Assistir, agora, à sociedade em polvorosa com um acontecimento que, finalmente, nos fez acordar do marasmo e que é discutido com ardor e paixão por todos os estratos sociais, sem excepção, tem tanto de fascinante como de assustador. De parte a parte imperam os excessos, as acusações, o ódio e o desejo de vingança. Se, por um lado, isto é o motor que nos pode fazer mover, recomenda-se prudência. Palavra em desuso nos últimos dias. Afinal, está em curso uma revolução.

publicado às 19:51

26.11.14

Usem a cabeça.

por vanita

Vivemos tempos de informação instantânea e, de tão habituados que estamos a consumir mastigado, quando somos confrontados com situações complexas que exigem um pouco mais de exercício mental, é o que se vê. Atiram-se postas de pescada a torto e a direito, dispara-se em todas as direcções e olhar para a 'big picture' é coisa que nem passa pela cabeça da maioria. Deixo-vos um pedido: párem para pensar e tentem analisar a dimensão de tudo o que está a acontecer. 

publicado às 15:26

25.11.14

Apatias

por vanita

Jornalista de profissão e coração, habituada que estou às andanças nas redacções e em meios onde os temas do dia são assunto de discussão aberta, sem pudor, dou por mim de mãos atadas ao perceber que isto não é prática usual entre os ditos cidadãos comuns. Como é que se consegue viver sem sequer mencionar os grandes acontecimentos que movem o País? De onde vem tanta indiferença?

publicado às 13:53

25.11.14

Fome que dá em fartura -Top Páginas (ontem - 24/11/2014 )

por vanita
  1. Cinco razões para ir ver "Os Jogos da Fome" mesmo que seja adulto e queira ser levado a sério - 1.392
  2. Página inicial - 127
  3. Sobre o terramoto deste fim-de-semana - 17
  4. The Hunging Tree - A história - 14
  5. Sede de justiça - 9
  6. A pista de baixo do Green Hill - 9
  7. Dúvidas, dúvidas - 5
  8. Cara Royal, - 4
  9. Gabo a paciência - 4
  10. Lembram-se da crise da meia idade? - 3

Ontem rebentei com a escala de visitas aqui no estaminé. Se a memória não me trai - já lá vão quase oito anos disto - nunca antes tinha tido um dia tão agitado por estas bandas. O mérito não é meu, mas do SAPO, que levou o meu post dos Hunger Games para a página principal. Era menina para me habituar a isto. Obrigada.

publicado às 09:20

25.11.14

A classe política e os portugueses

por vanita

Sabem aquela analogia da confiança, que é como um papel: uma vez amachucado, nunca mais volta à forma original? O mesmo se aplica à convicção que muitos portugueses têm nos representantes dos seus partidos. Não falo da minha geração ou da mais recente, nós não acreditamos na classe política, não depositamos esperanças nos partidos e não vimos nascer a democracia para depositar nela tanta fé como quem viveu tempos duros de ditadura e fascismo. Refiro-me a quem aprendeu a confiar nas figuras eleitas por sufrágio universal e a ver nesses políticos as suas próprias demandas pessoais e uma forma de conquistar o que sempre sonharam. Essas pessoas, são portugueses de bem e hoje são vítimas de traição. Essas pessoas não mereciam assistir ao desmoronar de tantos sonhos. Porque foi isso que aconteceu hoje com a detenção de um antigo Primeiro-Ministro. O papel nunca voltará à forma original.

publicado às 00:35

23.11.14

The Hunging Tree - A história

por vanita

O momento em que Jennifer Lawrence canta The Hunging Tree no filme "Os Jogos da Fome - A Revolta, Parte 1" é um dos mais bonitos em toda a história. Pelo menos para mim. Por isso mesmo, resolvi investigar mais sobre esta canção. E descobri pormenores giros para partilhar.

  • Na história de Suzanne Collins, The Hunging Tree é uma música que o pai de Katniss lhe ensina quando ela ainda era criança, mas que a mãe a proíbe de voltar a cantar. Na altura, Katniss pensava que se tratava de uma canção romântica, de um rapaz a marcar encontro com a sua amada, e só anos mais tarde percebe que se trata de um apelo de um homem que foi enforcado para que a sua namorada se junte a ele, eternamente.
  • The Hunging Tree não é uma canção original criada para a saga "Os Jogos da Fome". Trata-se da banda sonora de um Western com o mesmo nome, protagonizado por Gary Cooper, em 1959. A canção foi nomeada para os Óscares nesse mesmo ano.
  • Curiosamente, ou não, o filme The Hunging Tree é baseado numa história verídica que se passou nas minas de Montana, nos Estados Unidos. O pai de Katniss Everdeen morreu soterrado num acidente nas minas do Distrito 12, em Panem, palco de toda a acção na saga.
  • A música de The Hunging Tree foi composta por Max Steiner, considerado o "pai das músicas para filmes" e um dos melhores compositores de Hollywood. No seu curriculum, entre muitas outras, incluem-se as bandas sonoras de "E Tudo o Vento Levou", "Casablanca" e "King Kong".
  • Mack David e Jerry Livingston tiveram a responsabilidade de escrever a música de The Hunging Tree, originalmente cantada no filme que lhe dá nome por um dos mais famosos cantores de country daquele tempo, Marty Robbins.

Deixo o vídeo onde podem avaliar a performance de Jennifer Lawrence.

 

 

 

 

publicado às 16:28

22.11.14

Cinco razões para ir ver "Os Jogos da Fome" mesmo que seja adulto e queira ser levado a sério

por vanita

Estreou esta semana o terceiro filme da saga Os Jogos da Fome, o penúltimo da adaptação ao cinema da trilogia de Suzanne Collins. À parte o quesito de a indústria cinematográfica insistir nesta "técnica" de rentabilizar os fenómenos de bilheteira dividindo os últimos livros das sagas Young Adult em dois filmes, há razões que podem contar no momento de decidir se vale ou não a pena ver um filme que é - temos de admitir - de transição. Não há como esconder, a verdadeira acção acontece no próximo filme. Então, de que vale sair de casa para assistir a um filme de crianças? É para isso que vos deixo aqui estas cinco razões. E sim, já vi o filme. Numa sala de cinema.

  1. Philip Seymour Hoffman. Voltar a confirmar o talento do actor falecido em Fevereiro é mais do que razão para ver o que aconteceu a Katniss Everdeen e Peeta Mellark depois dos últimos Jogos da Fome. Foi a sua última personagem e é, de longe, a melhor da saga.
  2. Juliane Moore. Não é o melhor papel da actriz, mas é uma figura de peso que confere alguma qualidade ao elenco do filme, na pele de Alma Coin, uma personagem nova que trará significativos desenvolvimentos à história no próximo filme. Assim já não fica embaraçado quando disser aos amigos que foi ao cinema ver o filme do momento.
  3. Apesar de ser um filme de transição, Os Jogos da Fome - A Revolta, Parte 1 pode servir de base para muitas aulas de Ciência Política. Chocado? Veja o filme e depois falamos sobre revoltas sociais e políticas, marxismo, propaganda e estratégias políticas. Falamos do povo e do seu papel face ao poder de quem está ao comando das revoluções. 
  4. Jennifer Lawrence e Liam Hemsworth. Ela é a coqueluche de Hollywood no momento e ele é irmão do homem que esta semana foi considerado o mais sexy do mundo. Se ele faz jus aos genes da família, logo um bálsamo para a vista, há quem garanta que é impossível olhar para ela e não visualizar as fotos que lhe foram criminosamente roubadas e divulgadas para quem as quisesse ver. Duvido que seja uma razão adulta para ver o filme, mas acredito que pode pesar na decisão de alguns.
  5. Jennifer Lawrence canta. E que bonito que é ouvi-la durante quase três minutos a dar voz a uma canção que tem tanto de revolta como de objecto de análise acerca da subversão dos povos. Queriam motivos não-adolescentes para ir ao cinema? Este momento vale o bilhete.  

Não chega? Deixem-se de coisas, vão-se divertir. Como adolescentes. Sabe tão bem.

publicado às 22:50

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