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caixa dos segredos

11
Set14

Empatias e simpatias


vanita

Sempre fui inapta para as questões de sociabilização e relacionamento interpessoal. Fazer amigos nunca me foi tarefa fácil e penso que nunca será. A minha personalidade vincada, teimosa e cheia de certezas actua como barreira e serve tanto de protecção como filtro para que muito poucos cheguem ao outro lado, a este lado. Escusado será dizer que, como qualquer patinho feio, por detrás desta aparência que causa estranheza se esconde um belíssimo cisne, como nas histórias infantis. A verdade é que o Mundo não se compadece com fantasias e contam-se pelos dedos de uma mão as vezes em que fui exímia na avaliação dos que me rodeiam. Cisne calimero como sou, acredito nas faces ocultas de todos os que me abordam e é com esse princípio que dou bem mais do que três ou quatro oportunidades aos que se cruzam no meu caminho. E o que admiro quem, aos primeiros dez segundos, consegue afirmar sem sombra de dúvida se X ou Y valem o esforço ou não. Eu também o faço, mas só da boca para fora porque, e isto é desde sempre, a minha postura é a de que o outro ainda não se revelou totalmente, que há ali um diamante por dilapidar. É por isso que insisto em relações tóxicas e amizades com um único sentido, o de cá para lá. Inacreditavelmente, esta minha deficiência na avaliação de carácteres também me tem aproximado de pessoas que se transformam em verdadeiras amizades, daquelas que estarão lá quando nem eu espero. E o estar lá pode estender-se por meses e anos, que estende, até por quilómetros de distância, mas há um elo que não se quebra, um elo em que muitas vezes só reparo bastante tarde. Serve isto para notar que, empatias não são simpatias e que as amizades são bem mais raras do que alguma vez pensei. E eu nunca tive grande fé nisso.

11
Set14

Obrigada, querido Sapo!


vanita

Há um ano, esta menina tentava convencer-me que valia a pena dedicar-me mais ao blog. Há um ano, o meu blog estava moribundo e eu acreditava que o fim tinha chegado. Não sentia qualquer vontade de o ressuscitar, não tinha incentivo para o fazer e não havia nada que me motivasse a escrever ou a partilhar o que quer que fosse. Na verdade, a minha vida deu uma grande volta há dois anos e não me revia naquele formato que me acompanhou noutros sonhos e em rotinas tão diferentes. Nem por isso a Lina desistiu. Lembro-me de uma conversa que se prolongou por quase uma hora, ao telefone, eu parada no carro para ir para casa, ela provavelmente a cuidar das miúdas enquanto falávamos, e foi aí que ela usou o argumento de peso: muda para o Sapo. Estás louca, respondi. Alguma vez trocaria o internacional Blogspot por um formato nacional, ainda que de muito sucesso? Não penses nisso, descartei. Mas ela não se demoveu e enunciou-me inúmeras razões pelas quais valia a pena a mudança. Não me lembro de uma sequer, mas sei que fiquei a pensar naquela proposta. O que é que tinha a perder? O blog já estava morto, mesmo. Depois comecei a analisar e percebi que muitos já tinham feito essa mudança, eu é que andava distraída. Estudei tudo, inteirei-me do modo de funcionamento, fiz testes, criei um blog experimental e respirei fundo: Ok, é agora! Se não gostar, apago-o e fica tudo como sempre esteve. Mas não é que gostei? Amei. O Sapo é uma casa fabulosa, aqui não nos sentimos sozinhos, é quase como uma família. Não os vemos, mas sabemos que estão lá e basta pedir, que vêm a correr. Melhor, têm orgulho em nós e lêem o que escrevemos - e eu que pensava que já ninguém queria saber disto que para aqui vou atirando? E depois há os destaques. De cada vez que vejo um post nos recortes fico emocionada e agradecida. É bom saber que há alguém desse lado, é melhor recuperar o gosto pelo blog e para o manter vivo, nesta nova casa. Ao fim de um ano, posso afirmar, sem margem para dúvidas, que mudar para o Sapo foi a melhor decisão. Obrigada por serem tão fantásticos.

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