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12.08.14

Acto de contricção

por vanita

Este nunca será um blog famoso. A culpa é minha, exclusivamente minha, esta minha tão grande culpa. Apesar de quase uma década de posts ainda não aprendi a dominar a técnica para ser uma blogger a sério. O mundo não me conhece nem sabe da existência deste blog porque eu pequei. Não invoco o santo blogómetro todas as manhãs e escuso-me a comentar diariamente nos endereços que fazem o TOP nacional. A culpa é minha, exclusivamente minha, esta minha tão grande culpa. Os meus posts, sacrilégio, surgem ao sabor do Deus-dará. Bem sei, bem sei. Deus não dará nada a quem não se preocupa com a pertinência dos temas, das horas e do tom das publicações. Mas que hei-de fazer, se para ser blogger não basta ter um blog? Por favor, Santo dos Bloggers, perdoa a minha impertinência e permite-me ser feliz sem almejar a fama. Deixa-me ser blogger na obscuridade. Prometo resumir-me à minha insignificância.

publicado às 17:12

12.08.14

Oh Captain! My Captain!

por vanita

Andava eu de joelhos esfolados a gritar "Good Morning, Vietnam" pelas ruas das férias grandes quando aprendi a primeira expressão em latim. Carpe Diem, seize the day, aproveita o dia. Também esta repetida pela voz de Robin Williams até à exaustão num filme que me roeu as entranhas como nenhum outro tinha feito antes. O protagonista suicidar-se era uma lição para os pais dele? E o que ganharam com isso? Os pais, o protagonista, os amigos, o professor? Demasiadas perguntas para entender numa idade em que a vida ainda era a preto e branco. Parecia mais fácil quando Miss Doubtfire encontrou uma forma divertida de se manter perto dos filhos depois do divórcio. Fácil para quem? Assisti a esse filme sempre com um nó na garganta. Mesmo nos momentos mais hilariantes e de empatia entre a família e aquela suposta ama, nunca, mas mesmo nunca, o meu olhar de criança se esqueceu de que aquilo estava errado. Um pai não devia esconder-se nas roupas de uma mulher para estar com os filhos. Uma mãe não devia apreciar mais esse disfarce do que o pai daquelas crianças. De todas as vezes que me sentei a ver esse filme, houve uma lágrima teimosa que caiu, sempre no mesmo momento: quando Robin Williams se desfaz da personagem para sempre e perde o afecto dos filhos. Robin Williams pode ser apontando como comediante, mas apenas pelos mais distraídos.

publicado às 01:46

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