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caixa dos segredos

24
Jul14

À minha amiga C.


vanita

Até hoje, a pessoa que mais me tinha estimulado para as questões da língua portuguesa e da literatura em geral, tinha sido a minha professora de Português, do 10.º ao 12.º, Maria Soledade, de quem já aqui falei. Felizmente, cruzei-me contigo. Tens em mim o mesmo efeito que ela teve na altura. Abalas as minhas convicções e levas-me a questionar e a descobrir por mim mesma. Mesmo quando parece que me irritas profundamente porque pareces snob e preconceituosa, estás apenas a obrigar-me a mudar convenções e a levar-me, pé-ante-pé, a deixar as minhas inseguranças e a ter coragem de trilhar o meu próprio caminho. Obrigada por isso. 

23
Jul14

Aos críticos de livros


vanita

Quando começo a ler um livro novo gosto de procurar opiniões de outros leitores para ter uma ideia do que me espera e para, terminada a leitura, fazer um balanço com a generalidade das críticas que tinha lido e a minha própria impressão. Faço-o cada vez menos e com redobrado cuidado. São raras as "críticas" que não revelam parte, senão mesmo toda, da história dos livros em causa. Não façam isso, por favor. Se leram, têm de certeza mais para dizer do que expor a sinopse e estrutura do livro. E, quer dizer, quando aconselham um filme ou uma série aos amigos também lhes contam logo a trama de fio a pavio? O que se procura, do lado de quem vos lê, é a vossa opinião, o que sentiram e se gostaram ou não do que leram. Para saber a história, leio o livro. 

22
Jul14

Done


vanita

 

Está feito. Finalmente terminei o "O Jogo do Mundo - Rayuela", de Julio Cortázar. Não sei se alguma vez terei capacidade para vos falar desta experiência que tem tanto de louca e alucinante como de pessoal e instransmissível. Não há como nos prepararmos para isto. Genial, louco, absurdo e brilhante. Inesquecível.

 

Adenda: Este ano assinala-se o centésimo aniversário do nascimento de Julio Cortázar e os 30 anos da sua morte. Assim, nem de propósito, no sábado, dia 26, realiza-se um espectáculo dedicado ao autor argentino, às 21h30, no Teatro Trindade, em Lisboa. Todos os pormenores, aqui.

21
Jul14

O FB e as pessoas


vanita

Estou com vontade de eliminar a minha conta de Facebook para todo o sempre. Só não o faço porque funciona como instrumento de trabalho. Tudo porque, nos últimos tempos, não se passa uma semana que seja sem que alguém tente arranjar problemas, confusões ou discussões por ninharias, preconceitos e más interpretações do que lêem. É inacreditável a quantidade de gente que ainda não sabe entender um texto. O que dizer da falta de vergonha de se exporem em público com peixeiradas por dá-cá-aquela-palha? Perdemos todos a noção de saber ser e saber estar? Esgotam-me a paciência. 

18
Jul14

Será angústia?


vanita

De repente, dás por ti e estás há mais de cinco minutos especada a olhar para as noticias, num centro comercial. Tu e todas as pessoas que estão naquele perímetro. Impossível ficar indiferente ao abate de um avião civil.
17
Jul14

Está bonito, isto


vanita

Sou um bocado fatalista e há que tempos que prevejo o início de alguma coisa parecida com o que se pode chamar de terceira guerra mundial. Então, desde que meti na cabeça que a História é cíclica, os paralelismos passaram a fazer parte da análise que faço do que se vai passando em termos político-económicos e sociais, até. Mas desta vez estou positiva e não vou deixar-me derrotar por ideias sem fundamento. O abate de aviões civis e a invasão da Faixa de Gaza são acontecimentos independentes e sem consequências de maior. Vamos continuar na mesma, como a lesma. A pagar cada vez mais impostos, a perder direitos e a viver pior. Mas calma, que isto ainda não é a guerra.
17
Jul14

Este não é um post comercial


vanita

Calma, não se assustem. Nada aqui é pago, só achei que devia aderir à nova tendência e assim também uso a palavra comercial num post. Ninguém me paga para escrever aquilo que me apetece. Ora bem, o que me traz por cá hoje são as minhas lentes de contacto. Lembram-se da minha saga com as lentes e do quanto me foi difícil adaptar a esta coisa de mexer nos olhos todos os dias como quem lava os dentes? A coisa deu-se e tornámo-nos inseparáveis, até nos momentos menos bons. A verdade é que não imagino a minha vida sem as lentes de contacto, mesmo. Então, depois de ter encontrado O modelo que me faz esquecer que as estou a usar até à hora de ir para a cama, é-me completamente impossível sair à rua sem as ter postas. O problema - e é aqui que entramos no âmbito comercial que puxei para título - é que as lentes são caras e ando há que tempos para aderir a essa coisa de as comprar na Internet. Poupa-se imenso, mas mesmo imenso, dinheiro e, diz quem sabe, não há nada a temer. O problema 2 é que sou uma mariquinhas e acabo sempre ceder ao conhecido, sem me arriscar. Compro as lentes na Multiópticas e, apesar de lá deixar uma nota preta de seis em seis meses, não me tenho dado mal. Havia ainda outro problema, o número 3. A marca que uso, a tal que me faz esquecer que tenho as lentes postas, é da Multiópticas e sempre tive receio de que a conversão não fosse tão boa. Mas informei-me, cruzei dados, voltei a perguntar a fontes diferentes e todos são peremptórios: as iWear Supreme RX são igualinhas às Biofinity, que, pasme, até é a verdadeira marca que lhe dá origem. Eu já sei isto há mais de um ano, mas desta vez cedi. Pesquisei e decidi deixar de ser totó. Pesquisei os vários sites de venda de lentes de contacto online, interroguei os amigos e conhecidos até à exaustão e optei pelo menos conhecido de todos. Comprei as Biofinity no Projecto Óptico e já as tenho em casa. Poupei o suficiente para conseguir comprar mais um pack no prazo de um ano e isso parece-me muito positivo. Tudo porque adorei a simpatia das pessoas que estão envolvidas no site. Além de um chat online onde respondem com muita paciência a todas as nossas dúvidas, são super acessíveis e nunca tentam impor o que quer que seja. E convenceram-me. Tanto que os recomendo a quem também tem estas dúvidas todas. Agora falta-me experimentar as Biofinity para ter a certeza de que são mesmo iguais às outras. Lá para o fim do mês já se ouve dizer. Para já, fica a recomendação. E estejam descansado, ninguém me paga para isto.

17
Jul14

Peço a ajuda do público


vanita

É sabido que ando às voltas com os livros que estão em cima da minha mesa de cabeceira, à espera da sua vez para serem lidos. Também já deu para perceber que "O Jogo do Mundo - Rayuela", de Julio Cortázar, não me tem dado descanso. Mas vou de férias e, mesmo que não o consiga terminar até lá, aquele calhamaço não é o melhor para ter como companhia na praia. Assim, e porque estou mesmo convicta nisto de não comprar mais livros, peço que me ajudem a escolher o que devo levar para as férias, desta lista completamente eclética que me atormenta. Digam de vossa justiça:

 

  • Disse-me um Adivinho, de Tiziano Terzani
  • Amor.Ódio, de Vítor Hugo Carmo
  • A Leste do Paraíso, de John Steinbeck
  • Pela Estrada Fora, de Jack Kerouac
  • A Gárgula, de Andrew Davidson
  • O Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa
  • O Big Sur e as Laranjas de Jerónimo Bosh, de Henry Miller
  • A Submissa e Outras Histórias, de Fiódor Dostoiévski
  • O Herói Discreto, de Mário Vargas Llosa
  • Sono Crepuscular, de Edith Wharton
  • O Livro do Riso e do Esquecimento, de Milan Kundera
  • O Hobbit, de J. R. R. Tolkien
  • O Feitiço de Xangai, de Juan Marsé
  • Lucrécia e o Papa Alexandre, de John Faunce

Obrigada :)

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