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08.03.14

Da inteligência

por vanita
Apercebo-me que a inteligência é o valor máximo da sociedade actual. Mais do que a beleza ou a rede de contactos, a verdadeira ilusão de poder pessoal reside na convicção de inteligência que cada acredita que consegue passar aos outros. Todos queremos ser reconhecidos como dotados de raciocínio e capacidade intelectual acima da média. É isso que nos dá verdadeiro prazer. No entanto, cada um de nós tem concepções muito próprias e bastante distintas acerca desse grande valor que é a inteligência, baseados em conceitos enraizados de forma tão poderosa que não são de todo voláteis. E é aqui que reside o problema. Como se mede a inteligência? Pela capacidade de observar o mundo que nos rodeia, estabelecer paralelos e assimilar situações? Pelo número de línguas que se conhece e/ou fala? Pela quantidade de conhecimentos e temas distintos sobre os quais se consegue encetar uma conversa com alguma profundidade? Pela avaliação política e económica, isenta, que se faz de realidades distintas? Pelo número de referências culturais que se consegue debitar? E quer referências devem ser essas? Devem dizer respeito a que período sócio-económico, a que sociedade em particular?

Acho que o sol me faz mal.
publicado às 19:59

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