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caixa dos segredos

31
Mar14

Ai, que depressão!


vanita




Deitei-me às três da manhã porque não consegui largar o livro que estou a ler. Quatro horas depois, o despertador usou de todas as armas para me arrancar da cama. E conseguiu. Não me consegui vestir sem recorrer a um lenço para o pescoço e casaco de Inverno. Está de chuva quando saio porta fora. Não consigo largar o raio do livro, mas o trabalho assim obriga. O tempo continua farrusco. O meu namorado esteve este tempo todo a dormir que nem um porco. Se isto não é deprimente, não sei o que é. Acho que vou aproveitar o que sobra da hora de almoço para ler. Pelo menos, enquanto o livro não volta a encalhar numa daquelas descrições de guerra que não andam nem desandam. Primavera, onde estás?

29
Mar14

A engrenagem já roda


vanita

Estamos a viver um ponto de viragem e isso tem tanto de fascinante como de aterrorizador. Tal como em 1986, quando entre as cadeiras da escola e os lanches de pão com manteiga ouvia dizer que Portugal tinha aderido à CEE e isso era uma mudança determinante, hoje também estamos a dar passos que vão definir as próximas décadas. Entre as viagens de comboio e as irritações do dia-a-dia, páro para pensar e assusto-me. Porque sei que estamos a dificultar a vida dos mais novos, porque a nossa também não está melhor mas, sobretudo, porque me sinto de mãos atadas. O que podemos fazer para empurrar o país para a frente? Ou deveremos aceitar o que a história dos dita e, estoicamente, acreditar que tem de ser assim? Será que tem? Temos mesmo que sacrificar os direitos pessoais em detrimento de um futuro económico sustentável para Portugal?
28
Mar14

Follow Friday #8


vanita

E porque é quase fim-de-semana e ler é um dos meus hobbies favoritos, hoje deixo-vos o Horas Extraordinárias, de Maria do Rosário Pedreira. Apenas e porque, de todos os blogs de literatura e críticos ditos literários que por aí andam, este é o que mais me enche as medidas. Por ser tão terra a terra, por ser humano e identificável. Por me incluir nas suas linhas de pensamento e opiniões, por não me ostracizar. Gosto e aconselho.

26
Mar14

Saldos todo o ano. Acalmem lá as passarinhas!


vanita

O Governo anunciou a vontade de alargar os períodos de saldos a todo o ano, passando os mesmos a ser autorizados sempre que apetece aos comerciantes.

 

(...)

 

Já acalmaram?

 

(...)

 

Ok, já posso voltar a falar? Ao contrário do que possa parecer à primeira vista, esta não é uma medida tão espetacular assim, lamento desiludir-vos. Na verdade, existem razões económicas e, até sociais, bastante sérias e justificáveis para que o período de saldos esteja limitado em tempos específicos e pré-definios. Além de ser uma medida reguladora do mercado económico, trata-se de um dispositivo fundamental para o combate à concorrência desleal. Hein? Pois, é mesmo isso.

 

Vamos lá por partes:

 

  • Afinal o que são os saldos? Os saldos são a venda de produtos abaixo do preço de custo, com prejuízo para o comerciante. É o único período legal em que esta medida pode ser adoptada. 
  • Ou seja, ao assumir a venda de produtos a preço de saldo, o comerciante está a perder dinheiro. Até aqui, concordamos todos, correcto?
  • Pois, não é bem assim. Para as grandes superfícieis e os grandes comerciantes, este prejuízo pode ser assumido dada a larga quantidade de investimento que fazem noutros produtos. O negócio não fica em risco com a venda de três ou quatro produtos abaixo de custo, já que o consumo feito nunca se resume exclusivamente a estes produtos.
  • O mesmo não se pode dizer em relação aos pequenos comerciantes. Se venderem produtos com prejuízo... preciso de continuar a explicar?
  • É exactamente para regulamentar o mercado e conseguir algum equilibrio, evitando concorrência desleal, que os períodos de saldos estão estipulados por lei. Caso contrário, assiste-se ao estrangulamento do pequeno comércio.

A coisa não morre por aqui. Ok, acabamos com o pequeno comércio e ficamos apenas (ainda mais dependentes) dos grandes grupos económicos e dos cartões de desconto e todas essas tretas que as sonaes desta vida inventam. Mas vamos lá pensar mais um bocadinho. Se vendermos o produto final com prejuízo, não estamos a pagar o trabalho e a matéria-prima que lhe dão origem. Trabalhadores e fornecedores deixam de ter meios para subsistir e continuar a manter a economia estável, porque os serviços não são pagos. Sem dinheiro não há investimento e yada, yada, yada. 

 

E nem sequer me apetece falar sobre essa outra proposta de deixar de regular os horários de funcionamento. Porque isto de trabalho escravo mexe-me com as entranhas.

 

Vou deprimir. Bom almoço para vocês.

 

 

 

 

21
Mar14

Dia da Poesia


vanita

 

Porque os outros se mascaram mas tu não 
Porque os outros usam a virtude 
Para comprar o que não tem perdão. 
Porque os outros têm medo mas tu não. 
Porque os outros são os túmulos caiados 
Onde germina calada a podridão. 
Porque os outros se calam mas tu não. 

Porque os outros se compram e se vendem 
E os seus gestos dão sempre dividendo. 
Porque os outros são hábeis mas tu não. 

Porque os outros vão à sombra dos abrigos 
E tu vais de mãos dadas com os perigos. 
Porque os outros calculam mas tu não.

 

Sophia de Mello Breyner Andresen

 

 

Não podia passar em branco num blog que gosta tanto deste formato mas que tem andado esquecido disso. 

21
Mar14

Follow Friday #8


vanita

Pensavam que me tinha esquecido? Nada disso. A minha sugestão de hoje pode parecer fora de tempo e desajustada, mas não passa de um mero engano. Vosso. Hoje sugiro-vos o blog Twilight Portugal. O quê? Isso mesmo. Mas a saga dos vampiros não tinha já desaparecido de cena há que tempos? Tinha pois. Mas é exactamente por isso que esta é a minha sugestão de hoje. E porquê, insistem vocês. Um bocadinho chatinhos, ah. Bem, esta é a minha sugestão porque, apesar de a série já ter terminado, quer em livro, quer em filme, e de o romance ou suposto romance, o que quiserem chamar, dos protagonistas também já ser chão que deu uvas, este blog ainda mexe. E mexe muito bem. E porquê? Outra vez? Porque é gerido por duas miúdas espectaculares que não me cansarei nunca de elogiar e que nunca o deixaram morrer, encontrando sempre motivo de notícia e formas de aliciar o público-alvo. Duas miúdas tão espectaculares que fazem anos na mesma semana, um dia a seguir ao outro. Fizeram anos esta semana e estão de parabéns. Também porque, ao contrário do que possam já estar para aí a congeminar, são miúdas inteligentes, ambiciosas, com ideias bem determinadas sobre o que querem ser e o que andam por aqui a fazer e que, lamento dizer-vos, nunca as conseguiriam identificar na rua como as mentoras do blog. É clicar, e avaliar se o que vos digo é ou não verdade. Aqui.

 

PS - E sim, durante uns tempos, elas deram-me a possibilidade de fazer um bocadinho parte daquela equipa com a tradução de um ou dois textos

20
Mar14

Já deixei de ir a restaurantes por causa disso


vanita

E quando, por simpatia desmensurada, os empregados nos tomam como clientes da casa e assumem os nossos pedidos sem os fazermos? Chego, sento-me e tenho à minha frente uma garrafa de àgua natural apenas porque, nas últimas três vezes, esse foi o meu pedido. Raios, nesse dia apetece-me sempre beber outra coisa mas não quero melindrar quem está a ser tão amável. Passam vários dias e, cada vez, se torna mais difícil explicar que aquele não é o meu pedido por defeito. Que gosto de escolher ao momento o que me apetece pedir. Como é que se lida com estas situações?

19
Mar14

Dia do pai


vanita

Hoje é dia do pai e não faltam manifestações de carinho e agradecimento, com mais ou menos humor, nas redes sociais. Eu própria não resisti a colocar uma foto de quando éramos crianças no mural do meu pai, que é todo moderno e também tem Facebook. Mas nestes dias, quando vejo o feed de notícias inundado de mensagens de alegria e algumas mais tristes, o meu coração sofre com tanta exposição. Sobretudo por quem tem de lidar com a dor de já não ter os pais a quem dar um beijinho ou um abraço, mesmo que virtual. Se já era difícil - imagino que sim - lidar com estas datas antes destes tempos de vida virtual, penso que cabe a cada um de nós apaziguar a dor de quem tem mais viva a ausência dos pais em dias como este. Pensemos um pouco nos outros e deixemos as manifestações públicas de lado. Afinal, é o telefonema, o abraço e a preocupação diária que contam. Enquanto podemos.  

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