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caixa dos segredos

15
Jan14

Não, não sou pessimista


vanita

Simplesmente concordo com a teoria de que a vida actual, sobretudo a vida urbana, nos mascara a realidade e faz-nos crer que somos imortais. Que nada de mal nos pode acontecer e, quando acontece, rapidamente é esquecido e posto de lado, para não nos lembrar a massa de que somos feitos. O espectáculo continua sempre, interruptamente. Nas cidades e nas redes sociais não se chora. E, caso aconteça, as lágrimas têm um tempo demasiado curto para o luto que o ser humano necessita para se recompôr. Vive-se de aparências. Aparências que nos tiram todo o sentir.

15
Jan14

Nunca ninguém nos prepara para o pior


vanita

E sim, vão acontecer coisas horríveis, das quais não podemos mesmo fugir. E isto é para ti, jovem trabalhador que tens o mundo nas mãos. Nunca paraste para pensar no que se esconde por detrás desse êxito quase repentino quando todos diziam que era tão complicado? Eu sei, no fundo acreditas que afinal é verdade: tu és especial e a vida está a provar-te isso mesmo. Talvez devesses pensar um pouco mais no assunto. Tens vinte e poucos anos, já tens alguns anos de experiência mas nada por aí além e és a estrela da companhia. O lugar estava vago quando chegaste? O que aconteceu antes de ti? Alguma vez te questionaste acerca do rumo que tomou a vida profissional de pessoas que começaram alguns anos antes de ti? Sabes do seu paradeiro? Nunca ninguém nos prepara para o pior e não é por mal. Talvez seja para nos proteger. Com sorte, o pior nunca nos virá bater à porta. Errado. O mal bate-nos sempre à porta, mais cedo ou mais tarde. E quanto mais cedo nos prepararmos para essa inevitabilidade, tanto melhor. Pode chegar na forma de sapos para engolir, pode ser a perda de um amigo ou familiar, às vezes é a doença que nos prega uma rasteira quando menos esperamos. Há tanto por onde escolher. O essencial é que se perceba à partida que essa sensação de invencibilidade é pura ilusão. As coisas correm mal, a vida troca-nos as voltas, os colegas de trabalho traem-nos pelas costas, os patrões despedem-nos sem dó nem piedade, os amigos podem ser infiéis, os namorados desaparecem sem dizer água vai e no final todos te darão palmadinhas nas costas. E dói, dói mesmo muito. Mas tens de crescer. Tens de aprender a andar para a frente e a lidar com as contrariedades da vida. Isso fará de ti uma pessoa melhor. Algo que terás de aprender sozinho. Porque ninguém nos prepara para o pior.

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