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31.08.13

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por vanita


Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.

E então serás eterno.

Cecília Meireles



publicado às 20:45

28.08.13

Manuela Moura Guedes

por vanita
Boa noite, o meu nome é Manuela Moura Guedes e este é o "Quem Quer Ser Milionário". Há muito que uma notícia não me deixava tão animada. Digam o que disserem, não sem alguma razão em determinados tópicos, Manuela Moura Guedes é uma mulher de garra e a sua determinação faz falta à televisão portuguesa. Como me disse alguém de quem gosto muito, Manuela Moura Guedes é o nosso Will McAvoy do Newsroom. Quem mais, no jornalismo português reuniu esta capacidade de liderança de uma equipa e de confronto dos factos? Que se discuta o estilo, que se questione a orientação política ou a embirração pessoal com determinada figuras mas, caramba, que nunca se perca o foco de levar informação a casa dos telespecatdores. Há quanto tempo não se fazem revelações sérias e pertinentes sobre realidades escondidas nos meandros políticos e económicos de Portugal? Isso daria uma outra conversa.

Mesmo que já não seja no papel de jornalista, o regresso de Manuela Moura Guedes pela porta do entretenimento só me faz tirar-lhe ainda mais o chapéu. Seja a vender detergentes, como deputada ou a apresentar concursos, Manuela Moura Guedes não se verga. Faz falta mais fibra desta.



publicado às 09:09

22.08.13

A ficção imita a realidade?

por vanita
Bem sei que muitos de vocês não vêem a série Newsroom, mas é impossível não pensar nela quando se sabe do ataque com gás sarin que terá ocorrido na Síria no decorrer da guerra civil. Quem já viu a segunda temporada da série não pode deixar de se perguntar: a ficção imita a realidade? Será apenas coincidência? As minhas antenas de conspiração estão em alerta máximo.
publicado às 11:03

21.08.13

Das minhas verdades e teorias

por vanita
É impossível conciliar uma vida citadina plena e ser uma dona de casa impecável. Simplesmente não dá para gerir todas as solicitações do momento - esplanadas, restaurantes, locais de culto e actividades-que-ainda-há-dois-meses-ninguém-ligava-peva-mas-agora-são-tão-impreteríveis-que-não-estar-por-dentro-nos-cola-o-título-de-parolo-na-testa - com a organização das refeições, despensa, roupa-lavada-pendurada-e-passada-a-ferro e a não menos exigente limpeza-cheira-bem de todas as divisões do lar. Ah, e quando a esta equação se junta a vida profissional de sucesso indiscutível? Impossível. E quem diz que o faz com uma perna às costas das duas, três: mente com quantos dentes tem, paga a uma empregada às escondidas e nega a sua existência até à morte ou... É a Carrie do Sexo e a Cidade e, convenhamos, ninguém quer ser aquela criatura que não se aguenta de tão chata que é.
publicado às 23:50

19.08.13

Por falar em novelas

por vanita
Então vocês não têm acompanhado a troca de galhardetes de alta finura entre Pipoco Mais Salgado e o mui excelso J. Rentes de Carvalho no blog do primeiro? Aquilo é gente que sabe escrever e usar as palavras. Que bem que soube, que bem que soube. Há muito - se é que alguma vez se chegou a este nível - que não tirava tanto prazer da blogoesfera. Inesperado, em bom.
publicado às 14:58

19.08.13

Oiçam que eu não duro sempre

por vanita
Se estão a ressacar de séries de televisão e não sabem com que se entreter, mandem-se a duas das melhores que por aí andam mas que, por não serem policiais ou de zombies ou qualquer coisa assim, são menos faladas. A saber: Newsroom e New Girl. Quer o bailinho de interpretação de Jeff Daniels ou Emily Mortimer naquela que é série que melhor retrata os bastidores do jornalismo televisivo, quer os lindos olhos e frescura de Zooey Deschanel, bem como a química com Jake Johnson, sem esquecer o hilariante Max Greenfield, garantem horas de boa disposição e alegria. Garantidas. Não digo que não vos ensino nada.
publicado às 14:36

14.08.13

Bitolas

por vanita
Fernanda Câncio posta a foto de Judite de Sousa num grupo de FB, fechado para mais de cinco mil membros, e comenta que não gosta de ver aquela imagem. Muitos comentários, insinuações e acusações mútuas mais à frente - é um grupo que se alimenta desta peculiar forma de estar -, mesmo muitos mais, a ex-namorada do ex-Primeiro Ministro, explica que o que está mal na imagem é a placa com referência ao local onde a foto foi tirada. O rol de lições de jornalismo mantém-se e enche a caixa com comentários que chegariam para fechar uma edição de jornal diário. Na verdade, nos entretantos, há mesmo uma edição que sai para as bancas, pasme-se, com chamada de capa para a posição de Fernanda Câncio, ainda se lembra de quem estamos a falar? A ex-namorada de Sócrates. Pois, essa. Para os menos avisados, também é jornalista. Como facilmente se adivinha, se já não era pequeno, o frenesim assumiu proporções gigantescas, tanto ali como um pouco por todas as redacções deste País, porque se há matéria que faz mexer os nossos profissionais, é uma boa picardia que os mais sisudos apelidam de "cor-de-rosa", sempre com o adequado ar de desprezo, não haja confusões. Ora a discussão já se alongava em demasiadas e exaustivas horas quando a Nandinha - a esta altura já temos esta liberdade, com certeza - se lembra de fazer o contraditório numa coluna de opinião. Pois que a culpa é toda dos paparazzi, dessa gente que não olha a escrúpulos para cometer crimes a que chama de informação. Pois que o mundo está perdido, porque ninguém faz nada para travar esta calamidade isenta de moral e que é causa da podridão em que o jornalismo se está a transformar. Ora bem, é assim mesmo: confundir, baralhar, misturar tudo, apontar o dedo para o lado mais fácil e desviar atenções. Como em tudo na vida, o cinzento impera, bem sei, não há preto e branco, mas as costas largas do "cor-de-rosa" e dos paparazzi não chegam para tudo, lamento dizer. Por muito que seja lamentável, se uma figura pública critica outra nas redes sociais - mesmo que seja num grupo fechado com mais de cinco mil pessoas - isso é notícia. Tem valor-notícia e ignorá-lo é apenas absurdo. Mas é assim no mundo do social - temos pena, mas é do que se trata - como nos meandros da política ou do desporto. Porquê? Porque, quer se goste ou não, foi o assunto do dia. Acusar paparazzi e desviar atenções porque o "cor-de-rosa" procura notícias de forma "criminosa" e não convencional é apenas desonesto. Como é que surgem as cachas no jornalismo político ou de qualquer outra cor? É durante as conferências de imprensa ou será em conversas que existem por debaixo da mesa e nos levam, com investigação e cruzamento de fontes, à história que faz a notícia. Estamos na era da informação, todos sabemos como é que isto se faz, atirar com areia para os olhos é, no mínimo, um tiro no pé. É tudo tão óbvio que se torna ridículo. São os novos tempos, estamos mais expostos e a ilusão deixou de ser aceitável. Está à vista.
publicado às 22:20

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