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24.01.13

"Morte Súbita", de J. K. Rowling

por vanita
O horror, o drama e a tragédia. Ou será, o preconceito, a crítica fácil e a ignorância. Andar com um livro da J. K. Rowling debaixo do braço é, para muitos, sinónimo de gente que não ultrapassou a adolescência e sem grande gosto literário. Gente pouco culta e que pouco ou nada percebe dessa arte que é ler um bom livro. Infelizmente, preconceitos como este nascem da ignorância de quem critica sem conhecimento de causa. Sempre o defendi e volto a fazê-lo, não é à toa que existem best sellers. Há muito quem opte por livros mais fáceis de ler e os escolha como refúgios para fugir ao dia-a-dia, formas de entretenimento, que não obriguem a pensar demasiado. Nada a assinalar. Ler é um prazer e cada um sabe das suas motivações. Mas quando uma escritora alcança o sucesso que J. K. Rowling conquistou não com um mas com sete títulos, talvez seja altura de descerem do pedestal e dar algum crédito às crianças e aos miúdos. Não se pode ignorar quando quando milhares de pessoas distinguem um escritor. Há algo que eles sabem que, quem nunca leu, ignora. E a confirmação de que tanta gente não pode estar errada é este livro que pisca o olho a um público mais adulto. Com a mestria que lhe é característica, J. K. Rowling leva-nos aos meandros das personalidades de uma pequena vila inglesa nos arredores de Londres, conseguindo voltar a fazer-nos acreditar em magia. Neste caso, na magia de quem nos transporta para outros mundos, para outras cabeças e formas de estar, como quem toma todos os dias o pequeno-almoço de manhã. Há realidades assim, tão banais que só uma grande escritora como a criadora de Harry Potter nos consegue transmitir a sua complexidade. Parece confuso? Não é.

Crítica publicada no Goodreads
publicado às 13:12

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