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18.07.12

Sobre o amor e outros arrepios

por vanita
Imaginem uma balança com dois pratos para pesos. Imaginem que cada um de nós, embora seja uma balança, apenas possui pesos para um dos lados, correspondentes a todas as especificidades da nossa personalidade. Estão a acompanhar? Conseguem visualizar a balança pendente, com um prato vazio? Agora voltem a usar a imaginação e visualizem a balança em equilíbrio perfeito, nem mais para um lado, nem mais para o outro. Pensem que isso acontece de forma natural, sem movimentos abruptos. Dois pesos, o equilíbrio perfeito.

E o que é que isto tem a ver com o amor, perguntam vocês, já impacientes. Então voltemos ao exercício da imaginação. Imaginem que um dia, na vossa vida rotineira, se cruzam com alguém que, não vos fazendo morrer de paixão, representa o equilíbrio perfeito na balança. Alguém cuja personalidade, mesmo que completamente oposta à vossa, vos traga harmonia com vocês próprios, mais do que alguma vez sentiram na vossa vida. Uma pessoa que, tal como o peso na balança, vos completa e equilibra de forma natural. Sem o arrepio da paixão avassaladora, mas com a cumplicidade de quem sabe que é feliz. Simplesmente feliz.

Isto é amor? Ou o amor não existe sem paixão? Melhor, a paixão antecede sempre o amor? O contrário não existe? Eu acredito nisto, na força de um sentimento como o que descrevi, mas tenho encontrado pouco consenso. E vocês, o que acham?
publicado às 01:26

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