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30.01.12

São tão sensíveis

por vanita
Anda para aí meio mundo chocado porque a Fnac sugere que se troque os Maias pela Meyer. Ora bem, para além do óbvio, que é não ser mais que uma tentativa falhada de se fazer um trocadilho, que mal há nisto? Deixem de se comportar como virgens ofendidas que isso não cai nada bem. A campanha é de trocas. O que se sugere é que se troque algo já lido e conhecido, Os Maias, por qualquer coisa de novo, as obras de Stephenie Meyer. Não se está a dizer que a saga Twilight é melhor do que as obras de Eça de Queirós, tenham lá calma. Abertura de espírito nunca fez mal a ninguém. Se os indignados, obviamente muito letrados no escritor português, perderem algum tempo a tentar entender aquele que é um dos fenómenos da década, talvez venham a perceber que cultura também é conhecer o mundo em que se vive. Não lhes morre um neurónio se, depois de lerem um livro, o trocarem por outro de menor qualidade literária. São dois livros que se lêem.
publicado às 03:07

29.01.12

A Casa do Sono

por vanita
Formatado como um ciclo de sono, este livro é espantoso na forma como nos surpreende a cada momento, levando-nos a entrar num mundo onírico sem que nos apercebamos disso. Fica a dúvida quanto à linha que distingue ficção de realidade, mas mantém-se a certeza de que este sonho nos vai acompanhar por muito tempo. Obrigada Inês, por me teres cativado quando o leste e por tudo o resto.
publicado às 12:49

25.01.12

A persistência

por vanita
É puto. Acho sempre que tem 14 anos mas, afinal, já faz 16, a 16 de Março. Só o conheço destes meandros da net. Adicionou-me há uns tempos no Facebook e já percebi que se tornou amigo dos meus pares profissionais, o que lhe valeu o título de Daniel Oliveira do futuro. O miúdo quer ser jornalista e anda atrás do sonho. Acho-lhe piada por isso. Não tem medo e tenta a sorte, aproximando-se do mundo que admira. Se é este o caminho que o levará a algum lado, não sei. Mas sei que é esta a lábia que lhe vai abrir portas. Estou curiosa por saber onde vai chegar. Por enquanto divirto-me a ler o blog do puto. Aqui.
publicado às 23:05

20.01.12

Sobre o SOPA e o PIPA

por vanita
Sem conhecimento aprofundado de causa, ocorre apenas a comparação com o tabaco. Começou por ser livremente comercializado, sinal de status social e sem qualquer limite à sua utilização. Actores e atrizes de Hollywood fumavam-no à vontade nalguns dos maiores clássicos de sempre do cinema. Depois estendeu-se às famílias e ao povo. Nos anos 70 era vulgar que pais e filhos puxassem do maço de tabaco à mesa, dentro de casa, sem censura nem recriminação. Até no quarto se fumava. Era chique, era bem, era um prazer, os seus malefícios ainda não eram conhecidos e não estava legislado. Da mesma forma, a Internet livre e sem limites, tal como a conhecemos, vai deixar de existir. Quando? É apenas uma questão de tempo, até que todo este consumo de informação gratuita que aglutina empregos e direitos se torne intolerável. A indústria da música está pelas horas da morte, o cinema vai-se aguentando e os jornais não podem continuar a fornecer conteúdos a custo zero. Tudo isto tem um preço, sempre teve. Há mão-de-obra que tem de ser alimentada para que continuem a existir as músicas que se partilham no Facebook, os livros que são citados ipsis verbis nos blogues ou aquela notícia de última hora que é reencaminhada no Twitter. Como e em que moldes esta mudança se vai operar? Se soubesse uma das respostas seria o Mark Zuckerberg do futuro.
publicado às 02:09

16.01.12

Sou humorista e não sabia

por vanita
Segundo o meu cérebro, que divaga pelos mais variados temas enquanto durmo, "o poder político divide-se em quatro grandes grupos". Só me conseguia lembrar de um: empresarial. Ainda estou espantada com o génio que sou de olhos fechados.
publicado às 09:53

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