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01.12.10

Espiral

por vanita
Sou bruta,
tenho o coração na boca.
Digo o que penso, sem ponderar.
Sou convicta, intensa, cheia de razão.
Não me deixo ficar,
vou à luta, doa a quem doer. Até a mim.

Tenho um feitio tramado.
Não precisam de mo dizer,
é assim que me apresento.
Antes que me apontem o dedo.

Sou assim desde que tomei consciência de mim
e, no entanto, não consigo mudar.
Também já o sei.
Aprendi-o sozinha,
com a dor de ter falhado a latejar.
Uma dor adormecida que, por vezes...
Desperta!

E agora, não quer passar.
O ódio que sinto não me larga.
Pisa-me e sufoca-me.
Porque não consigo fazer as pazes comigo.
Como é suposto,
nesta espiral de quem sabe que não muda.
publicado às 03:51

01.12.10

À chuva

por vanita
Faz parte de mim. A caminho de casa, com a certeza do conforto que me aguarda, gosto de me entregar à chuva. Gosto de o fazer nesta cidade onde ninguém sabe quem sou. Hoje, teimosa, achei que também podia pular nas poças de água, sem pudor. Um carro que passa abranda caminho e espera-me ao fundo da rua. Lá dentro, alguém que me conhece...
publicado às 02:36

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