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25.10.10

O meu mestre

por vanita
fernando pessoa

Entre o sono e sonho,
Entre mim e o que em mim
É o quem eu me suponho
Corre um rio sem fim.

Passou por outras margens,
Diversas mais além,
Naquelas várias viagens
Que todo o rio tem.

Chegou onde hoje habito
A casa que hoje sou.
Passa, se eu me medito;
Se desperto, passou.

E quem me sinto e morre
No que me liga a mim
Dorme onde o rio corre 
Esse rio sem fim.
publicado às 22:57

25.10.10

Sempre fui parva

por vanita

Tenho a mania de perdoar. Façam o que me fizerem, passado o período de nojo, estou pronta a abrir os braços e desfrutar da alegria da catarse. Um processo unilateral que só não me traz sofrimento porque, uma vez alcançado o perdão, nada mais me magoa. Apenas a estupidez de ter sido em vão me tira o sorriso. Há sempre um momento em que me arrependo.
publicado às 22:09

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