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30.01.10

Acordo para as letras

por vanita
É uma luta inglória, pela qual mais vale baixar os braços e acordar para a vida. O português, tal como o conhecemos, faz parte do passado. O século XXI traz-nos uma nova forma de comunicar e, por muito que doa, quanto mais depressa nos habituarmos, melhor. Se gosto? Nada mesmo mas, a partir do momento em que a agência Lusa começa a difundir as notícias com esta nova grafia, sei que pouco há a fazer. O novo acordo ortográfico para a língua portuguesa entrou em vigor em Janeiro do ano passado. Actualmente estamos num período de transição que deve durar até 2012. E já sabemos, em menos de nada, ninguém se lembra de como se pagam contas em escudos. Ou acham que ainda se lembram? Por mais resistência que tenhamos, o comboio não pára. Mais vale começar a deixar o -c- e os -p- pelo caminho, reaprender a escrever os dias da semana e o nome dos meses em minúsculas, economizar nos acentos e hífens e habituarmo-nos a que o nosso alfabeto, afinal, também tem 26 letras. Acordar para a vida, precisa-se.

Mais explicações aqui
publicado às 16:13

29.01.10

Sexta-feira

por vanita
Don't take it personal. Eu gosto de humor negro e, quando uma conhecida blogger da nossa praça publicou isto no Facebook, não resisti. Apropriei-me. Porque acho genial. Humoristicamente falando, claro. Que a semana termine em grande e o fim-de-semana seja ainda melhor!
publicado às 07:21

29.01.10

A Bela e o Paparazzo

por vanita
Fiz as pazes com o cinema português. Hoje paguei um bilhete para assistir a um filme nacional no dia de estreia. Se já o tinha feito antes? Acho que sim, no tempo de "Tentação", "Corte de Cabelo" e outros que tais. Há muitos anos, portanto. Mas em 2004 que jurei que não voltaria a perder tempo com produções feitas cá dentro. Uma promessa que fiz depois de ter assistido a "Portugal, SA" que, simplesmente, odiei. Hoje não. Hoje gostei de namorar a minha Lisboa, linda e luminosa, captada pelas lentes de António-Pedro Vasconcelos, ao lado de Soraia Chaves e Marco D'Almeida. Gostei de me rir com o Nuno Markl no papel de si mesmo, brilhantemente acompanhado por Pedro Laginha. Aplaudir, mais uma vez - no "Arte de Roubar" já tinha ficado rendida - o talento de Ivo Canelas. E, sobretudo, gostei da história. Bem mais real do que alguns possam pensar. Se é um filme perfeito? Não é. Há por ali imensos erros e falhas, técnicas, de argumento, de continuidade, enfim. Mas convence-me. Convence-me que é possível elevar o cinema português a um outro patamar. Que não precisamos de recorrer ao cliché da gaja nua e dos palavrões para filmar em Portugal. "A Bela e o Paparazzo" é uma comédia romântica, despretensiosa e muito leve. Óptima para assistir em casa, num dia de preguiça. Atrevo-me mesmo a dizer que já assisti a filmes internacionais que me entediaram mais e me divertiram menos. Continuem assim!

P.S. - Os pinguins ficam até sábado!
publicado às 01:54

26.01.10

Dom da palavra

por vanita

Há dias em que a minha admiração é maior. A blogoesfera portuguesa está recheada de gente com talento. Gente que sabe escrever, escrever bem, muito bem. Gente que brinca com as palavras como um à-vontade que me enche de orgulho. Tivesse eu um pouco dessa forma de estar. Resta-me o prazer de ler e sonhar...
publicado às 00:07

20.01.10

A revolta

por vanita
E aos 31 anos aprendo que a maldade é intrínseca ao ser humano. Que, mesmo nas piores condições possíveis, o Homem é capaz de se superar. Pela negativa. Que a revolta pode ser um sentimento mau e contagioso que, em vez de nos levar mais longe, nos trava e afunda num lodo muito pantanoso. E aos 31 anos aprendo uma nova lição.
publicado às 13:47

15.01.10

Também se morre por amor

por vanita
Pode ser apenas uma forma romântica de ver as coisas, mas sempre acreditei que é por amor. Quem nunca ouviu a história de um casal que viveu toda uma vida lado-a-lado e, quando um se vai, o outro começa a definhar aos poucos, como quem desiste da vida, e acaba por se juntar ao parceiro em pouco tempo, lá do outro lado? Secretamente, gosto de pensar que são os anos de convivência que tornam a ausência do outro insuportável de tal forma que quem fica se entrega fatidicamente à saudade. Hoje houve alguém que partiu atrás do seu amor. Pelo menos é assim que gosto de ver estas despedidas. Porque gosto de acreditar que a entrega diária e quotidiana se cola a quem a vive com essa etiqueta que todos buscamos sem saber bem onde encontrar. O amor é isso mesmo. É não saber existir sem a metade que nos falta...
publicado às 22:36

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