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24.11.09

Tão querido!

por vanita
Todos os dias cá chegam pessoas através das mais variadas pesquisas no Google. Muitos chegam com "caixa de segredos", "caixa dos segredos" ou, até, "petitsecrets". Há quem use o Google para abrir páginas e prefere assim. Eu acho fofinho, sobretudo estes últimos porque, quer dizer, até sabem o endereço que, admito, não é o mais fácil de decorar. Mas hoje foi a primeira vez - pelo menos que me tenha apercebido - que alguém cá chegou com este "petiti ssecrets". Não é amoroso? Sabiam ao que vinham, não sabiam era escrever. Espero que tenham gostado!
publicado às 19:38

18.11.09

Confessem lá!

por vanita
Gostei tanto deste post da Cinderela que resolvi lançar aqui um desafio. Quantos de vocês, que leram o "Cem Anos de Solidão", do Gabriel Garcia Marques, tiveram de fazer uma cábula com a árvore genealógica da família Buendía? A sério, acho isto mesmo giro. Afinal, não lemos todos da mesma maneira. Digam de vossa justiça!

Depois conto a minha experiência. Se disser já, perde a piada ;)
publicado às 02:26

16.11.09

Do incentivo #2

por vanita
Corria o ano de 1994. Seguiu-se 1995 e 1996. A turma que me acompanhou desde a primária ficou, finalmente, para trás e todo um novo mundo se abria à minha frente. Novos colegas, novas amigas, novos horizontes e a certeza de um caminho que queria trilhar, sem saber bem como. Escolhi "humanidades" - na altura chamava-se assim, substituindo o "humanísticas" de outros tempos - e eram as aulas de Português que me encantavam. Português A, cinco horas por semana. Nada dessa banalidade dos outros agrupamentos que dava pelo nome de Português B, ensinado numas míseras três horas semanais. Adorava cada minuto daquelas aulas. Absorvia cada palavra como quem bebe sofregamente para esgotar uma sede que parece não ter fim. A culpa tem um nome. Maria Soledade. A minha professora de Português, provavelmente a mulher que mais me entusiasmou em 16 anos de escolaridade. Não era da terra, vinha de fora. Era divorciada, vivia sozinha com os seus gatos e não gostava de socializar com os colegas. Dizia-se que já tinha sofrido um cancro e que essa teria sido a razão do fim do seu casamento. Rumores, nunca confirmados. Maria Soledade era realmente feliz a ensinar. A ler Eugénio de Andrade, Fernando Pessoa e Cesário Verde, a analisar Florbela Espanca ou a decifrar "Os Maias", de Eça de Queirós. Também era feliz com a minha turma, dizia-o muitas vezes. Estávamos a dar início à "reforma de ensino", numa turma com 17 pessoas, apenas três rapazes. Lembro muitas daquelas aulas com um sorriso que ainda hoje recordo nos apontamentos que enchem os livros de cada ano. Eu, que nunca gostei de escrever nos livros. Enchi cada folha com o que ouvia e deixava-me perder naquele mundo. Tanto que só me apercebi do poder desse entusiasmo numa véspera de teste. Não sabia o que estudar, nem como estudar. Os meus colegas trocavam apontamentos na biblioteca e nada daquilo fazia sentido para mim. Tirei a melhor nota. Porquê? Não foi por ser melhor que ninguém, nada disso. Tirei a melhor nota porque aprendi. Parece simples? Quando é assim, é realmente simples. Mas é preciso vocação, paixão e entusiasmo. Basta isto para um professor agarrar os seus alunos. A prova é mesmo a média de notas dessa minha turma. E porque é que me lembrei disto hoje? Porque encontrei um livro que a Prof. Maria Soledade me deu. "A Casa das Mulheres", de Marion Zimmer Bradley. Está datado de 1994. Já passaram tantos anos como os que tinha na altura...
publicado às 00:19

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