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caixa dos segredos

19
Out09

Olha agora!


vanita

Anda meio mundo escandalizado com o que José Saramago disse sobre a Bíblia. Isto realmente, depois da Maitê Proença, só dá para rir. Não sei se andam descompensados com a chegada do Outono e a prevista mudança da hora, mas refreiem lá esses ímpetos de apedrejamentos em público. Quantos de vocês, que criticam as declarações do senhor, leram realmente aquele que é considerado o Livro Sagrado? Quantos mesmo? Não falo de quem passou os olhos por algumas leituras do Novo Testamento. Falo de ler a Bíblia do início ao fim, como qualquer outro livro. Eu nunca o fiz, mas conheço quem o tenha feito. E meus senhores, para se indignarem têm realmente de saber do que falam. Que a Bíblia serviu de base para sustentar uma das religiões com mais adeptos no mundo Ocidental, não há dúvidas. Mas não se pense que o que lá está escrito são apenas regras de bem viver, bons costumes e histórias de encantar. Diz quem leu que é muito mais do que isso. Aliás, dos dois corajosos que conheço que se entregaram à empreitada de ler o livro mais vendido em todo o mundo um deles passou a ser ateu e deixou o catolicismo para trás. Considero, como já alguns disseram, que é preciso entender a mensagem que se esconde por detrás de todas aquelas histórias. Será também, pelo que me apercebo, necessária uma grande dose de fé para continuar a acreditar no Deus católico. Mas convém não esquecer que a fé nasce dentro de cada um, por motivações que vão para além do que está ou não escrito num livro. Escusam é de linchar o senhor por dar a sua opinião - provavelmente já a tem formulada há muito mais tempo, mas agora até serve de acção de marketing para o lançamento do novíssimo "Caim". Muito mais justo do que católicos "não praticantes" - essa negação do conceito que inventaram para se sentirem bem numa sociedade que ainda dá muito valor à religião - que se mostram muito indignado com o que nem sequer conhecem. E fico-me por aqui porque isto daria uma grande discussão. Mas pensem antes de falar, sim!
19
Out09

Sobre o casamento


vanita

Quando era miúda sonhava com o casamento, mas tinha vergonha de assumir esse sonho. Corava só de entrar numa loja de vestidos de noiva com medo que lessem na minha mente esse desejo de um dia também eu poder escolher um daqueles modelos alvos - obviamente que seria 'o mais bonito de sempre' - e imaginava-me a entrar numa igreja, de braço dado com o meu pai e toda a família e amigos a assistir. Era um sonho tão real que sentia uma certa pena de a igreja da minha terra não ser tão bonita como eu queria que fosse a igreja do meu casamento. Sim, porque para ser à séria, o casamento é na igreja da paróquia da noiva. E isso eu não podia mudar. Pensava no tipo de vestido, se seria mesmo branco ou de outra cor, no bouquet perfeito e até nos sapatos que queria usar. Era um sonho que nunca partilhei porque parecia ser de outro tempo. Ninguém se queria casar. Era piroso. Por isso, nunca falei nele. Mas durante muitos anos foi um sonho real. Só que, sem me aperceber, foi morrendo. Primeiro estavam os estudos, depois a carreira, pelo meio os namoros nunca correram da melhor forma e, quando acordei, já não precisava de guardar o segredo a sete-chaves. Ele já não existia. O casamento não é um sonho para mim. Há muito tempo. Por desilusão, desencanto e falta de fé. Não acredito em contos-de-fada. Não acredito nas relações que vejo à minha volta nem acho que, tão depressa, estejam a salvo do egoísmo que tomou conta de cada um de nós. Já ninguém quer ser um casal. Queremos provar que somos alguém, sozinhos. Que não precisamos de ninguém ao nosso lado para sermos bons profissionais, bons filhos, bons amigos. Nunca precisámos tanto de amor como agora, no entanto, somos incapazes de o viver. E casamentos de fachada, desculpem, mas não me convencem. Para mim, um casamento será sempre à moda antiga, como nos meus sonhos de criança. Para sempre. E isso já não existe!

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