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29.10.09

Flores para me alegrar o dia!

por vanita
Eu sei que as declarações mal se conseguem ler. Mas posso adiantar que estão lá nomes tão desconhecidos como David Fonseca, Zé Diogo Quintela, Giane[cchini], Mateus Solano e outros da mesma onda. Porque quando precisamos de mimos, eles vêm a correr! OBRIGADA!!!

[Foto com créditos do queridíssimo Mário Ribeiro]
publicado às 23:46

28.10.09

Ah homem!

por vanita
E quando começamos a desesperar com a possibilidade de termos de voltar a uma cama de hospital, via MSN surge o melhor incentivo que podíamos pedir:

"Opá, eu já fui operado umas poucas de vezes, duas delas à pila e ainda aqui ando"

Melhor do que isto, só na farmácia!
publicado às 16:33

28.10.09

Amada é diferente de mimada!

por vanita
Só hoje me apercebi de todo o amor que sempre tive na minha vida. Perguntaram-me se era filha única. Respondi com outra pergunta: 'Pareço-te mimada? Nunca fui'. Não nesse sentido estereotipado que se atribui aos filhos únicos. Fui sim, amada. Muito amada. Por toda a minha família, pais, avós, tios, primos. A resposta saiu-me sem pensar. E agora, que o sono tarda em chegar dou-me conta da felicidade que é ter crescido assim, com tão pouco mas com tanto do que é essencial. É o amor que nos sustenta, que nos dá força e coragem para ir à luta. É pelo amor, ou falta dele, que nos definimos como gente. E nesse aspecto não podia ter bases mais sólidas. É por isso que para mim a família está no topo de todas as prioridades. Hoje e sempre. Ah, e não, não sou filha única!
publicado às 02:20

25.10.09

Toma, toma!

por vanita
Tenho os anónimos mais fofinhos da blogoesfera. Enquanto metade dos bloggers se queixa das atrocidades de quem se mascara atrás da ausência de identidade para dizer o que quer e bem lhe apetece - alguns até se viram obrigados a fechar o blogue tal o desplante na caixa de comentários - nunca tive de lidar com isso. Não quer dizer que não pensem ou não digam mal, mas não o escrevem em comentários. Minto. Já houve uma ou duas situações esporádicas, mas há tanto tempo que nem me lembro bem. Agora tenho comentários anónimos, sim. Mas são queridos, simpáticos e fofinhos. Não vou dizer que não gostava de saber quem se esconde por detrás deles, mas mesmo assim, sinto-me privilegiada. Obrigada!
publicado às 14:44

24.10.09

Do incentivo

por vanita
1# Um dia, na escola primária, depois de nos falar da importância da floresta e das árvores, a professora deu-nos algumas palavras-chave sobre o assunto e pediu uma redação original e surpreendente sobre o tema. Bloqueei. Nunca gostei de criar no vazio. Se já tudo estava dito, como podia ser original e surpreendente? Suspirei, virei a folha do avesso, de pernas para o ar e matei a cabeça, aborrecida com aquele desafio que me parecia inultrapassável. Ao meu lado os colegas escreviam sem dramas, alguns já tinham até terminado. A minha folha estava vazia. Lá me obriguei a começar a história. Deus sabe o que me custou. Mas encontrei um rumo, um caminho. Aí surgiu outro drama, não a conseguia concluir nas linhas pré-determinadas. Implorei por mais e foi por cansaço que fui atendida. Escrevi um diálogo meu com uma árvore, a árvore onde eu estava a andar de baloiço. No final, essa minha amiga pediu-me para guardar o segredo comigo: as árvores não falam! Mas pediu-me para levar a causa das árvores até onde conseguisse. 'Bonita história, Vânia', foi a classificação que substituiu os satisfaz mais ou menos usuais. A minha história foi lida em voz alta para toda a turma e os meus pais chamados à atenção para o meu jeito com as redações. Em todos os relatórios trimestrais. Esta foi a semente...
publicado às 02:57

23.10.09

Eis-me aqui!

por vanita
Num hospital público da capital. O ar é fétido e pesado, tresanda a doença. As cadeiras inundas da sala de espera seguram doentes pouco cuidadosos. Gente que não leu nada sobre a forma de propagação da temida Gripe. Gente que tosse a dois lugares de mim, como se nada fosse. As fardas encardidas dos auxiliares ou o branco sujo das batas dos médicos não inspiram confiança alguma. Vai-se à casa-de-banho em cuidados mil e no final acabamos, inadvertidamente, por tocar na maçaneta da porta. Gaita, não tinha saudades disto. E nunca mais chamam o meu nome. Ao mesmo tempo rezo para que corra tudo bem...

Update: Afinal já me tinham chamado, devia estar distraída ao telemóvel. Mas se para ser atendida por este Deus italiano de olhos castanho-mel e pronúncia acentuada do país mais romântico do mundo tinha de esperar estas horas, não me importo. Curaram-me mais os olhos doces dele do que o resto. Aliás, já não me lembro do que lá fui fazer. Também pode ser da anestesia, que pode!

Update II: Esta dorzita de garganta que me está a atacar é que já não tem tanta piada. Ai o camandro!
publicado às 23:13

22.10.09

Entre o sono e o sonho

por vanita

Entre o sono e sonho,
Entre mim e o que em mim
É o quem eu me suponho
Corre um rio sem fim.

Passou por outras margens,
Diversas mais além,
Naquelas várias viagens
Que todo o rio tem.

Chegou onde hoje habito
A casa que hoje sou.
Passa, se eu me medito;
Se desperto, passou.

E quem me sinto e morre
No que me liga a mim
Dorme onde o rio corre —
Esse rio sem fim.

Fernando Pessoa, num dos poemas que me fez apaixonar a adolescência irrequieta. Porque todos sentimos falta de algo. Todos!
publicado às 02:50

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