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24.04.09

Ora bolas...

por vanita
Não foi isto que me venderam...
Não sei se a situação se repetiu noutro tempo mais antigo. Sei que esta angústia, este desespero que me tolda o futuro e mal me deixa ver o presente já me rondou. Começou em 2001 e prolongou-se até meados de 2002. Começou quando terminei o meu primeiro estágio na área em que me licenciei. Correu bem? Não! Fui bem acolhida, bem tratada e aprendi muito? Também não. Mas era um estágio na área com que sempre tinha sonhado, na melhor empresa em que o poderia ter imaginado. Foi o pior trabalho da minha carreira. Quatro meses que não posso dizer que foram de sofrimento porque eu estava ali a lutar por qualquer coisa que não via, não tinha sequer vislumbre de ver tão depressa, mas em que acreditava. Sabia, tinha a certeza, que ia conseguia. Bastava ter as armas ao meu dispor. Tudo ruiu quando finalmente abri os olhos para o horror que todo aquele estágio representou. O desprezo, a falta de apoio e o adeus que se prolongou porque, voluntariamente, me ofereci para ficar lá mais uns tempos. Podia ser que acordassem. Podia ser que me vissem! Pensava eu. A desilusão veio depois. Devagarinho, tal como agora. Sorrateira, aos poucos tomou conta de mim. Roubou-me o sorriso, roubou-me a alegria, roubou-me a esperança. Essa, que nunca devemos perder de vista. Foram meses duros, muito duros, os meses de 2001. Porque não foram só meses. Foram dias, foram manhãs, foram rotinas, foram um arrastar meio que levitado pela vida, sem brilho nem calor. Não pensem que baixei os braços. Nunca os baixei. Mas não via resultados, não via luzes ao fundo do túnel. Só sentia esta angústia tremenda que me sufoca a garganta, que me rouba o sorriso, que me faz chorar sem saber bem porquê. Não, não estou feliz. Dizem-me que sou romântica demais, que é esse o meu problema! O quê? Sou lá romântica! Eu não quero é uma vida cinzenta, uma vida sem paixão, sem entrega, sem nada por que lutar. Eu gosto de desafios, eu gosto de me pôr à prova, eu gosto de acreditar em mim e dizer que sim, que eu sou capaz. Sobretudo aos que, olhando para mim, nunca apostariam uma senha que fosse no meu "cavalo". Já mostrei várias vezes que o "meu cavalo" chega lá e hei-de continuar a fazê-lo por toda a minha vida - chamem-me romântica, i don't care!. Não me tirem é a esperança. Nem o sorriso. Só isso!
publicado às 01:28

24.04.09

Viver na selva

por vanita
Como é que se arrancam as ervas daninhas da nossa vida?, perguntava eu.
Não se arrancam. Aprendes a viver com elas e a contorná-las, responderam-me do outro lado.
Não me convenceram. Melhor. Não me convencem. Do meu jardim cuido eu e ervas daninhas só por cá andam enquanto me parecerem flores.
publicado às 00:58

22.04.09

Destruição

por vanita
Os amantes se amam cruelmente
e com se amarem tanto não se vêem.
Um se beija no outro, reflectido.
Dois amantes que são? Dois inimigos.

Amantes são meninos estragados
pelo mimo de amar: e não percebem
quanto se pulverizam no enlaçar-se,
e como o que era mundo volve a nada.

Nada. Ninguém. Amor, puro fantasma
que os passeia de leve, assim a cobra
se imprime na lembrança de seu trilho.

E eles quedam mordidos para sempre.
Deixaram de existir, mas o existido
continua a doer eternamente.

Carlos Drummond de Andrade
publicado às 23:44

21.04.09

Ah, afinal... se calhar não!

por vanita
"Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a fez tão importante"


Antoine de St. Exupery
in "O Principezinho"
Pronto, chamem-me o que quiserem! É mais que justo e não posso dizer nada em minha defesa. Não consigo fechar este meu espaço. Tornou-se parte de mim, para o bem e para o mal. Eu digo que sim, eu ameaço, eu chego mesmo a (quase) conseguir fazê-lo mas, depois... Depois não consigo viver bem com isso. Porque este espaço é meu! Só meu! E gosto de quem cá vem, já o tinha dito. Mas gosto sobretudo de me expressar como quero, como me apetece, sem satisfações a dar. Não posso dar largas a TUDO o que me passa na cabeça? Opá, na vida real também não o fazemos. Não vivemos numa anarquia, existem regras e é assim que se estabelecem relações. Quem gosta, boa! Quem não gosta, temos pena! Mas não posso é privar-me ao espaço onde sou mais eu. Um dos poucos... Se aguentarem estes "vou e volto", bem-vindos de volta!
Para quem não sabe... eu sou Balança!
publicado às 01:16

18.04.09

Miss you...

por vanita
"uma parte de mim vai contigo", escrevi a 25 de Julho de 2005

E foi mesmo! Faz-me tanta falta a inocência romântica que vivi contigo, a paixão e a certeza de que o mundo podia ser meu, podia ser nosso. Mesmo depois acabar o nosso namoro. Nunca deixámos de nos amar realmente. O teu sorriso! Nunca nenhum sorriso chegará ao brilho e sinceridade do teu. Os The Gift dizem "e se ao menos tudo fosse igual a ti". Mas não é, nunca será! E sei exactamente a conversa que estaríamos agora a ter se te falasse desta desilusão tamanha que toma conta de mim. Ias abanar-me, ralhar comigo se fosse preciso, e ias mostrar-me que o meu valor está dentro de mim. Em mais lado nenhum. Mas eu sinto a tua falta, a falta do teu sorriso. A certeza de juntos - mesmo que separados - tínhamos o Mundo pela frente. E também sei que me ias abraçar. E esse abraço, esse, não se volta a repetir.

Tenho saudades tuas, nossas...
publicado às 01:08

16.04.09

Por uns tempos será assim...

por vanita
Isto é um pouco como a nossa casa. De vez em quando é preciso abrir janelas, sacudir tapetes, lavar as paredes com lixívia e dar um jeito à decoração. E na nossa casa entra quem vem por bem, quem gostamos de receber, quem nos quer bem. Não tenho muito de que me queixar. Felizmente anónimos tem havido poucos por aqui e não me causam dores de cabeça. Mas já não me sinto em casa. E quem me tira isso, tira-me tudo. Não me entendam mal, adoro cada uma das vossas visitas. Adoro mesmo, alimentam o meu dia-a-dia com boa-disposição, emocionam-me, fazem-me rir e às vezes até me chamam à atenção quando estou a ser birrenta. Mas preciso de fechar um pouco as portas. Não completamente. Mas quero que quem venha, venha realmente por bem. Assim, e sendo eu contra estes extremismos, vejo-me ceder à tentação de abrir uma guest list na Caixa dos Segredos. É temporária e não é selectiva. Basta pedirem - para caixa.segredos@gmail.com - e podem continuar a ler o que aqui vou deixando. Não prometo textos melhores ou piores. Mais do mesmo, dependendo do estado de espírito. Preciso é de calma e fechar um pouco a porta, agora, ajuda-me. Quem quiser compreender e continuar a ler-me, já sabe o que fazer. Um dia volto a abrir a casa sem restrição!
publicado às 02:01

16.04.09

Há momentos...

por vanita
Tão difíceis nas nossas vidas que, quando passam, nem acreditamos que lhes conseguimos sobreviver. Pior, por percebermos que são tão insignificantes, custa-nos acreditar que nos tenham destroçado. A nós, que já passámos tanto...
publicado às 02:00

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