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04.10.08

A arte do desenrascanço

por vanita
As mulheres do século XXI não se deixam intimidar facilmente. Quando a chave electrónica não abre as portas do carro e apenas conseguimos abrir o porta-bagagens o que nos passa pela cabeça é saltar lá para dentro. Foi o que me aconteceu hoje. Sem me aperceber que estava a ser observada por espécimes masculinos que, prestativos, me impediram de entrar em acobracias. Pelo menos naquele instante. Um deles trocou-me a pilha da chave, remexeu no sistema eléctrico da mesma e arranjou tudo até ficar perfeito. O problema é que nada disso resultou e lá tive que saltar para dentro do porta-bagagens. Chave na ignição e o carro não dá sinal de vida. Diagnóstico: falta de bateria. Prestativo, o meu ajudante até cabos de bateria tinha e tratou de tudo. Com a minha preciosa ajuda, claro. Perfeito não é? O problema foi ter de parar o carro 200 metros à frente. O óbvio aconteceu mas, sorte das sortes, mesmo ao lado de cinco funcionários públicos daquilo-que-se-chama-genericamente-de-obras. Foi um gozo empurrar o carro da miúda. Uma alegria para a jornada fatigante. Acabou por aqui? Qual quê, com tantas aceleradelas o depósito ficou praticamente seco. Nova paragem - cedo demais - nas bombas. Nova ajuda voluntária para dar vida ao carrito. Uma viagem de 100 quilómetros em cima, sem nunca deixar morrer o motor - semáforos e portagens não ajudam, acreditem - e eis que esta menina se safa sem usar o telemóvel uma única vez. Um dia perguntaram-me: "como é que fazias antes de mim?". Como nunca deixei de fazer, meu querido!
publicado às 17:38

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