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23.09.08

Starbucks e os nervos

por vanita
Quem é que no seu perfeito juizo vai beber café ao Starbucks?!? Aviso já que esta conversa não vai correr bem porque isto anda a irritar-me de tal maneira que achei melhor agendar um aviso no telemóvel para me lembrar de destilar tudo o que penso sobre este assunto esta noite, antes de deixar de poder responder por mim. Ainda por cima irrita-me porque é uma daquelas discussões do ovo e da galinha, não se chega a lado nenhum, perde-se tempo e basicamente cada um fica com a ideia que já tinha. Enfim...

A abertura do Starbucks em Portugal está a correr mal. Temos pena de dizer isto mas é inegável. Começa com a mentalidadezinha de: "O café é uma m... Um balde de água deslavada que não vale nada". E segue-se a lenga-lenga de que Portugal é o País que tem melhor expresso e que não precisamos cá nada desse McDonalds norte-americano da chicara de café, ainda por cima em papel. Pronto, é o suficiente para uma pessoa ficar com arritmias, a ponto quase de dar entrada no primeiro hospital que lhe apareça à frente.

O que é que o cu tem a ver com as calças? Desculpem a linguagem mas, já perceberam, é um assunto que me deixa fora de mim. O Starbucks é uma loja que vende um conceito que em NADA - leram bem? -, em nada, se cruza com o ambiente mágico que envolve a nossa bica. Um não aniquila o outro e, quando se começa por aí, parte-se do pressuposto errado. Se querem um café, uma bica, um expresso, um cimbalino, o que for, já sabem onde ir. Até de olhos fechados.

O Starbucks vende outros produtos. Vende Mokas maravilhos, Cappuccinos, Chocolates Quentes e uma variedade imensa de bebidas quentes, reconfortantes, variantes do café mas não só, cheias de chantilli e chocolate. Uma panóplia de ofertas que ainda não tem sequer mercado válido em Portugal. Quantas vezes, sobretudo no Inverno, em conversa com amigos, vem à baila a vontade de beber um bom chocolate quente? Onde é que normalmente morre a ideia? Exacto! Nunca há um sítio certo, perfeito, onde encontrar essa bebida. É isso que o Starbucks oferece!

Mas não apenas por isto que o lançamento da marca por cá está a correr mal. A primeira loja abre num Centro Comercial. Nada a ver. A ideia, popularizada em inúmeros filmes norte-americanos, é comprar o "café" - nunca é café e não me apetece voltar a bater nessa tecla - em movimento. Da casa para o trabalho, do trabalho para o ginásio ou de volta para casa. Whatever. O que se pretende é um serviço ultra-personalizado, rápido, eficiente, que não perturba mas aconchega o dia-a-dia de quem mora nas grandes cidades. Em Portugal a ideia passa pelos Centro Comerciais. Infelizmente, por uma questão económica, o lançamento de uma marca destas, e a sua continuação no mercado, depende de óptimos resultados nos primeiros meses de operação. Quem arriscaria uma loja de rua num País como o nosso?

Já estou cansada. Alguém me oferece um moka tall cremoso? :)

publicado às 00:41

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