Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

caixa dos segredos

27
Fev08

E o dia começa com...


vanita

...óptimas notícias! A saber:

Shout Out Louds - Aula Magna, Lisboa (26 de Março)

The National - Aula Magna, Lisboa (11 de Maio)

Kings of Convenience - Casa da Música, Porto (22 de Julho)

Bons dias patrocinados por Blitz
27
Fev08

Por favor!


vanita

É um pedido desesperado! Será que ainda ninguém se lembrou de fornecer um serviço de entrega de refeições ao domicílio? Pagava-se uma quantia, à semana ou ao mês, e recebia-se em casa, à hora acordada, a refeiçãozita. Não? Eu não sei cozinhar! Não tenho tempo e muito menos vontade de cozinhar apenas para mim. Resultado, em semanas como esta, que se estendem por inúmeros dias e em que ando de rastos na última fase, não como nada de jeito. Porque mal me consigo arrastar para o trabalho, quanto mais para a cozinha! Deve haver por aí mais como eu. Que tal pensarem nisso? Tenho a certeza que resulta!
27
Fev08

Livre!


vanita

Hoje vou contar uma história que nunca contei aqui. E vou fazê-lo porque hoje se fechou esse ciclo. Esta manhã fui dispensada pelo meu médico! Sim, levantei-me, fui à consulta, fartei-me de rir com esse senhor por quem sinto tanto carinho e apreço e sai de lá com ordem para não voltar. Ok, não foi bem assim. Vamos começar do início. A 5 de Abril de 2006 fui operada àquilo que os médicos pensavam ser uma apendicite. No final da operação disseram-me que afinal se tinham enganado, que estava tudo bem com o meu apêndice. A 16 de Maio - nunca esquecerei este dia, dois dias antes de o meu pai fazer anos - o médico disse-me, tão espantado quanto eu, que afinal o meu apêndice tinha um problema grave. Para quem não percebe estes procedimentos, deixem-me esclarecer: depois de uma operação os tecidos são analisados num laboratório. O meu apêndice tinha afinal um tumor neuroendócrino do tipo carcinóide. Mais uma vez, para quem não sabe, a palavrinha carcinóide confere ao tumor tudo aquilo que não queremos. É maligno! Enfim, sem me querer alongar muito, este tipo de tumor não reage a tratamentos com quimioterapia nem radioterapia e, por norma, apenas suscita sintomas quando já está metastizado, normalmente a partir do fígado. Aprendi isto com os ensinamentos do meu médico - um Santo com paciência infinita - e as minhas deambulações pela Internet. Essa é, aliás, a razão que me leva a expor o meu caso no blog. Como é um problema relativamente raro, há pouca informação disponível sobre o assunto e mesmo os médicos não têm protocolos de procedimento com esta doença como acontece, por exemplo, com o cancro da mama ou da próstata, que já estão catalogados em níveis de estadiamento e tratamentos a adoptar.

Enfim, a partir daqui eu e o meu médico começámos uma verdadeira odisseia que agora vos conto. A 22 de Maio fiz uma TAC, a primeira da minha vida. Fui sozinha para o hospital - tenho esta mania - mas estava tão nervosa que não conseguia parar de chorar. Puseram-me ao cuidado de uma estagiária de Psicologia que a primeira frase que me disse foi: "Uma amiga minha morreu no ano passado com essa doença!". Felizmente estava tudo bem, de acordo com o que os médicos observaram na TAC. Sai do hospital a chorar e entrei na primeira Igreja que encontrei. Não me lembro há quantos anos não entrava numa. Este exame e outros permitiram que o médico me dissesse que, "em termos brutos", está tudo bem. Jovem, quase da minha idade, o meu médico, o meu maravilhoso médico, entendeu que me devia submeter a uma cintigrafia, um exame que precisou de autorização específica do hospital, é feito apenas no Hospital de Almada e requer um medicamento que é importado dos Estados Unidos para aquele momento específico. Analisa ao milímetro, com mais precisão que uma TAC, a possibilidade de ter um carcinóide daquele tipo em qualquer outra zona do corpo. Ainda sinto o nó na barriga quando me lembro desse dia, o exame estende-se por várias horas e foi repetido na madrugada seguinte. Ainda me lembro da minha mãe sentada ao meu lado enquanto eu estava a ser examinada. Estava tudo bem! Alívio!

Por uns tempos, a coisa terminou. Mas voltei, meses depois, a repetir a TAC e outros exames complementares. Continuava tudo bem. Agora, este mês, fiz uma colonoscopia, para não passar o resto da vida a injectar líquidos no meu corpo por causa das TAC's. Voltou a estar tudo bem. A literatura médica diz que, em casos como o meu, em que o tumor é menor que um centímetro, o tratamento é feito apenas com a ressecção do mesmo. Hoje o meu médico entendeu que é tempo de largar isto, de seguir a minha vida. Não posso estar continuamente na busca de algo. É um facto que pode acontecer, mas também é um facto que se passaram dois anos e tudo está bem. Como ele diz, não podes deixar de andar de carro apenas porque tiveste um acidente. Como é óbvio ele entende a minha ansiedade e sabe que ela me vai voltar a rondar, mais tarde ou mais cedo. Mas tenho de pensar que é como as plantas. Às vezes são podadas quando um dos ramos ou folhagem está menos bonito. E não volta a nascer necessariamente igual. Na maior parte das vezes, nasce mais bonito e viçoso. Mais saudável.

Volto a esclarecer. Não conto esta história para comover ninguém, nem para que se compadeçam de mim. Nada disso! Conto porque está tudo bem, porque é uma página virada na minha vida mas, sobretudo, porque espero com este testemunho ajudar quem possa neste momento estar a passar pelo mesmo. Às vezes, conhecer quem passa pelo mesmo apazigua. E agora é seguir em frente. Com um sorriso do tamanho do Mundo!
26
Fev08

1 ano


vanita

Foi há um ano que abri a Caixa dos Segredos pela primeira vez! Era véspera de exame médico, estava um verdadeiro caco humano e achei que um blog só meu me podia fazer bem. Só nesse primeiro dia escrevi 6 posts, 14 até ao final do mês. Um record absoluto de quem tentava calar o que lhe ia na alma, enquanto se distraia com banalidades. Hoje, 333 posts depois e mais de 10 mil visitas - muitas são minhas, admito - a motivação que me faz continuar ligada a este espaço já nada tem a ver com a que lhe deu origem. A Caixa de Pandora - era este o nome que lhe queria ter dado - foi aberta e já faz parte da minha forma de estar, faz parte de mim. E vocês, os que me visitam, os que comentam e os que passam sem deixar rasto também fazem deste um espaço especial. Mais uma vez, obrigada. [Acho que esta é a semana dos agradecimentos. Prometo deixar-me disto!]
24
Fev08

10'000


vanita


Sirvam-se! Este blog atingiu hoje as 10 mil visitas e isso, só por si, é motivo mais do que suficiente para comemorar. Foi perto das oito da noite, por um visitante da zona de Lisboa que nem um segundo aqui esteve. Mas fez a diferença! A todos os que aqui passam de vez em quando, o meu obrigado [será obrigada?]. Não me estico mais em agradecimentos porque hoje é noite de Óscares e não quero roubar o brilho a ninguém!

Pág. 1/5

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D