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25.10.07

Descrente

por vanita
Há muito que aprendi a gostar de mim como sou. Sempre fui muito exigente e, embora nunca tenha sido evidente para ninguém por causa da carapaça com que me escondia/o, também sempre fui muito insegura e ávida da aprovação de quem me rodeia. Mas ao longo dos tempos fui lidando com a teoria do leite matinal: "se eu não gostar de mim, quem gostará?". O problema é que acho que me tornei num monstro arrogante e começo seriamente a pensar se haverá no Mundo alguém que consiga ver a menina pequenina que existe cá dentro. Provavelmente não! [Ok, sei que estou a exagerar...] Mas esse medo hoje bateu-me com alguma força. Serei eu insuportável aos olhos de quem me atura? Sempre crítica, sempre céptica... sempre irritante para quem me ouve, provavelmente! Convicta de que a razão está, obviamente, do meu lado, eu ser-maior-e-sabedor-de-coisas-que-mais-ninguém-pode-alcançar, tenho desplantes que a mais ninguém lembraria. Tenho um lado lunar [bendito eufemismo] tramado, presente e odioso. Mas acreditem, no fundo, no fundo sou uma miúda, uma boa miúda, à espera de um sorriso. Eu sei que é difícil de acreditar, mas é a mais pura das verdades! Será que algum dia alguém vai perceber? Será que algum dia o monstro amansa?...
publicado às 02:05

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