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caixa dos segredos

08
Dez17

#8 Advento


vanita

No dia de Nossa Senhora, que o espírito de Natal se realize na empatia e solidariedade com os mais doentes e menos afortunados. Que saibamos todos entender a dor de quem é menos saudável, deixando um pensamento especial para os familiares e amigos mais próximos, pilares indiscutíveis na vida de quem sofre. São anjos que ajudam a tornar o mundo um pouco melhor. Faltam 16 dias para o Natal. Vamos encher o mundo de alegria.

04
Dez17

#4 Advento


vanita

Almoço muitas vezes sozinha e, sendo almoços em horário de trabalho, cruzo-me com inúmeras pessoas que o fazem com colegas. Hoje o meu sentido de Natal vai para todos aqueles que, sem que a outra parte o note, passam a refeição calados, a ouvir os monólogos dos acompanhantes. Sem que se apercebam há pessoas que, talvez por serem sozinhas ou distraídas, passam uma refeição inteira a dominar a conversa. Um acontecimento apenas possível graças à generosidade de quem os ouve. Faltam 20 dias para o Natal. Que a tolerância nos acompanhe sempre.

01
Dez17

#1 Advento


vanita

Este ano, pasmem os céus e a terra, ainda não fui contaminada pelo espírito natalício. Conseguiu uma amiga com um simples post no Instagram. Que o Natal seja união, amor e família. Deixemos o consumismo e as prendas de lado. Olhemos uns para os outros e desfrutemos da sua companhia. Faltam 24 dias. Que sejam uma viagem de redescoberta do espírito de Natal.

29
Nov17

Os filhos da puta


vanita

A vida tem destas filhas da putice.

Não poucas vezes, a vida põe-nos frente-a-frente com filhos da puta que, não sabendo mais que filhas da putice, nos confrontam com os seus comportamentos filhos da puta, corados com aquele sorriso filha da puta de quem sabe que fez a filha da putice, mas é tão filho da puta que nunca se desmancha.  

Caguei para os filhos da puta. 

Há vida para lá desse universo tão mesquinho.

27
Out17

Tratei um professor catedrático por você


vanita

Na minha terra, onde cresci, o tratamento por você era reservado aos avós e às pessoas com quem fazíamos mais cerimónia. Num sítio onde todos se tratam por tu, onde ainda havia poucos doutores e académicos que se distinguissem dos demais, o tratamento por você era o mais elevado que se usava no dia-a-dia. Acima disso, só a senhora professora e o senhor doutor, reservado a médicos ou advogados. Assim sendo, e por incrível que pareça, só muito recentemente percebi que, em determinadas franjas da sociedade, nomeadamente no meio académico, o tratamento por você é considerado menor e rude. Ao espanto, seguiu-se a vergonha: quantas vezes não assumi eu o tratamento por você com a reverência que me foi incutida desde sempre? Teria, em todas essas ocasiões, sido sempre alvo de repúdio ou chacota? Como é que nunca me tinha apercebido? Analisando, notei que talvez não me tenha realmente cruzado assim tanto com essa franja que se confrange com esse tipo de situações. A minha frequência universitária foi praticamente omissa nesse contacto catedrático e reverente e o meio profissional que segui assumia a postura mais informal possível. Os jornalistas não usam títulos no trato com as pessoas e, maioritariamente, privilegiam o tratamento na segunda pessoa do singular. É pois, possível que tenha vivido numa pequena redoma que me deixou fora destas balizas que rapidamente nos atiram para a gaveta de saloios ou pouco polidos. Mas, se o comportamento advém da aculturação do meio onde se vive, deverá passar pelo escrutínio de outros grupos com valores distintos? Como se determina o comportamento dominante? Ou, entrando num novo grupo, o indivíduo deve adaptar-se sem senão às regras definidas, sob pena de ser desconsiderado? A sociologia diz que sim, que são essas algumas das condicionantes do comportamento de grupos, mas será justo? Ou será que a auto-censura que imprimo a mim mesma quando me apercebo que acabo de tratar um professor catedrático de renome por você - reflexo de um comportamento apreendido desde a infância - não renega e desonra as origens? E quando se usa o tratamento por você para perguntar se o tal professor não gosta de castanhas: em que gaveta é que isso me põe?

24
Out17

Empatia


vanita

Por ter um rosto tão jovem, inocente e genuíno, o guarda-redes estreante que cometeu um erro brutal foi acarinhado pela equipa e adversários. Todos se condoeram pela má sorte naquele desaire providencial. Teria sido pela aparência? Muito provavelmente, há que assumi-lo, sim. Há caras que apelam à bondade. E quão injusto isso é para quem não tem a sorte de ter nascido com a inocência estampada no rosto. Para quem não beneficia dessa sensibilidade apenas e só porque as feições não reflectem empatia. Dá que pensar.

12
Out17

Disto de ser adulto


vanita

Depois de tanto te anulares, quando é que deixas de te reconhecer? Quando deixas de te identificar com as tuas reações, continuas a ser mesmo tu? Em que momento nos transformamos no que não gostamos? Anulando o que somos, redifinimo-nos. A que custo? Por que razão deixamos de ser? Valerá a pena?

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