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17.07.17

Direito a ser diferente

por vanita

Ora bem, estava a pensar escrever um post, mas houve quem se tivesse antecipado. Estando tudo dito noutras paragens, deixo-vos o link. E lembrem-me apenas que vos diga que as mudanças de paradigma na sociedade sempre se fizeram da discussão saudável de ideias divergentes, que é pouco sério que se imponham verdades absolutas sem margem para abordagens diversas e que muitos dos grandes pensadores que viraram a história da humanidade defendiam ideias e teorias pouco consensuais com o período em que viviam. A discussão saúdavel e profunda leva ao conhecimento. A verdade como um dogma é aliada da ignorância. 

publicado às 16:46

14.07.17

O meu cérebro entrou em ebulição

por vanita

Um jogador de futebol sentado no banco a ler um livro. E não é um livro qualquer, é apenas o «Ensaio Sobre a Cegueira», do único prémio Nobel da Literatura português, José Saramago. Tantos mundos colidem nesta imagem que é impossível fazer referência a todos numa única frase. A subsersão ao cada vez mais fechado e intocável meio do futebol, a atitude de quem pode ser o que quer e quando quer, a sugestão de outros hábitos e hobbies para os mais novos, a forma de estar que não alinha com modelos e posturas predefinidas. Um jogador de futebol sentado no banco a ler um livro. Quem é? Mas ao menos joga bem? E não será apenas mais uma campanha qualquer? Chama-se Francisco Geraldes, joga no Sporting Clube de Portugal desde os oito anos e adora partilhar os livros que lê na sua conta de Instagram. Dizem que não joga mal, mas que o treinador vai pouco à bola com ele. Foi notícia internacional porque, no fim de um jogo contra o Braga, foi visto a regressar a casa de metro... enquanto lia o seu livro, claro! Sim, o mundo pode mudar. E hoje é sexta-feira. Pode mudar com um sorriso nos lábios.

publicado às 14:00

10.07.17

Memórias

por vanita

Há um ano saí disparada e larguei a correr até ao Marquês de Pombal para ver passar os nossos jogadores, os que ganharam o Campeonato Europeu de Futebol. Ainda houve quem dissesse: "estamos no horário de expediente", com essa mesma palavra "expediente". Há momentos que só se vivem uma vez. Ficam para sempre.

publicado às 15:56

07.07.17

Quem quer assistir à exposição Van Gogh Alive, The Experience?

por vanita

É uma estreia neste blog, mas estou a oferecer bilhetes para quem estiver interessado em visitar a Exposição Van Gogh Alive, The Experience, que está em exibição na Cordoaria Nacional, em Lisboa. Tenho dez entradas para quem comentar este post e me contar há quanto tempo segue o blog - sim, vamos tornar isto umbiguista -, que temas mais gostam de ler por aqui e por que querem visitar a exposição. Os dez primeiros são os premiados. Boa sorte!

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publicado às 18:59

30.06.17

Van Gogh Alive The Experience, na Cordoaria Nacional

por vanita

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É uma viagem pelo mundo e pelas ideias de Van Gogh, muito diferente das habituais exposições com quadros pendurados nas paredes. Van Gogh Alive The Experience é uma exposição concebida para provocar sensações aos visitantes. Com música, movimento e projecção de quadros e textos do artista em vários ecrãs, numa sala escura, a ideia é que, por uns momentos, se tente perceber a mente do pintor holandês. E para isso, é preciso entrega por parte dos visitantes, para se deixarem cativar por tantas ideias fervilhantes, ao mesmo tempo que se deliciam com a evolução nas técnicas de pintura que são bem visíveis nos quadros que rodopiam ao ritmo da música que os acompanha. Estive lá ontem, no cocktail de inauguração, e por momentos deixei-me fundir nessas angústias e ideias de Van Gogh que, sendo de finais de século XIX, são estranhamente tão iguais às minhas neste início do século XIX. A exposição está aberta ao público a partir de hoje, na Cordoaria Nacional, em Lisboa. Fica a sugestão.

publicado às 09:12

29.06.17

O dia das más notícias

por vanita

Há sete anos fechou o jornal onde eu trabalhava. Há cinco, disseram-me que ia de férias mas já não precisava de voltar, que o meu contrato não ia ser renovado. A primeira atingiu-me como a lâmina de uma faca que deslizou com suave frieza e acertou em cheio no meu coração. A segunda foi uma revoada de ar fresco que me libertou de uma prisão onde não gostava de estar. Foram lições duras. Dias em que apreendi o pior que o mundo pode ter, dias em que me pus em causa - a mim e a todos os meus defeitos. Dias em que fui abaixo e, por instantes eternos, acreditei que não ia conseguir voltar a retomar o rumo dos dias com normalidade. É difícil fazer parte de uma lista de rejeitados, é duro aceitar a dispensa do trabalho que fazes. Mais que isso, é complicado lidar com as emoções que determinam todos esses comportamentos: os meus e os dos outros envolvidos. Hoje passam sete anos, passam cinco anos, e é apenas um dia normal. A vida está cá para nos ensinar isto mesmo: até os piores dias da nossa vida, eventualmente, acabarão por se desvanecer no tempo que passa. Fica apenas uma ligeira amargura, tão nostálgica que lhe dá alguma graça.  

publicado às 18:18

28.06.17

Tudo isto é sinistro

por vanita

As redes sociais são as novas fogueiras da inquisição. Desde o peido do Salvador Sobral, às fotos da Carolina Deslandes, passando pelas opiniões pouco ortodoxas da Maria Vieira e parando em qualquer outra esquina que calha estar em alta no momento, as redes sociais são implacáveis. Demonizam e uniformizam ideias, opiniões e convicções. Passam a ferro quem ouse ter uma postura que se determina inaceitável e reduzem qualquer um ao mínimo desprezível, com uma volatibilidade assustadora, sem grande critério e com certezas inabaláveis. O debate perde interesse quando é levado ao exagero e, infelizmente, as redes sociais há muito que deixaram de ser sensatas. Talvez porque a individualidade tem muito peso. Somos muitos a apontar dedos. Está na hora de acalmarmos um pouco.

publicado às 19:51

26.06.17

Nunca recebi a carta de Hogwarts

por vanita

Vinte anos depois de J. K. Rowling ter criado o universo mágico onde decorre a história de Harry Porter, é com desgosto que admito: sou muggle. Mas apenas em termos práticos, porque nunca recebi a carta de acesso a Hogwarts. Fora isso, todo o meu coração vibra com a mesma magia que uniu Harry, Ron e Hermione em aventuras que fizeram viajar, a mim e a tantos outros, pelas páginas e filmes que dão vida à trama que marca uma geração. Pobres dos que nunca se deixaram levar por esta fantasia. Eu também comecei por rejeitar. Foi só ao quarto livro, quando estreou o primeiro filme, que resolvi dar o benefício da dúvida a esta saga juvenil. Até então, não entendia o fascínio por mais uns livros para crianças. Ou melhor, sempre soube que os ingredientes destas histórias quando agarram, agarram mesmo. E esperava mais do mesmo. Não estava preparada para isto: os livros não eram meramente infantis. As lições, quando são essenciais e estruturais para o bom relacionamento entre os seres humanos, são sempre universais. Mesmo quando se passam em mundos mágicos paralelos como esse a que os Muggles não têm acesso. O bem, o mal e o tão difícil de aceitar cinzento que os une é o mote de sucesso desta história que tantos ainda desconhecem. Da minha parte, acredito que a dita geração Harry Potter, a que cresceu a sonhar com a tal carta de Hogwarts, tem bases para que os seus membros sejam melhores pessoas, mais atentas e conscientes do mundo que as rodeia, mais interventivas e sem medo de dar voz às suas crenças e lutas. E se isto não é de louvar, não sei o que será. Para sempre, J. K. Rowling. PS - continuo à espera da minha carta

publicado às 18:34

23.06.17

Esta coisa de ter cara de miúda

por vanita

Tenho quase 40 anos, trabalho desde os 14, sai de casa aos 18, mudei de residência umas seis ou sete vezes e já passei por muitas áreas de trabalho, muitas reviravoltas da vida e um rol de histórias para contar. O metro e meio com que apresento a cara de miúda que ainda tenho, rouba-me credibilidade. Por lisonjeador que seja uma mulher parecer mais nova, fazem-me falta as experiências que já colhi.Vou fazer uma tatuagem na testa.

publicado às 01:14

20.06.17

O momento crítico de Marcelo

por vanita

Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente de todos os portugueses, bem pode pensar numa forma de recuar no branqueamento que adora fazer de todas as polémicas que vão surgindo. Esta não é, nem pode ser, altura de dizer que "foi feito tudo o que podia ser feito". Estamos de luto, estamos desgastados e angustiados com as notícias e com a realidade. Mas não queremos paninhos quentes. Queremos entender e encontrar soluções. Queremos evitar que uma desgraça destas se repita. A floresta não pode continuar à mercê dos picos de temperaturas mais altas. O país não pode continuar refém desta chaga que todos os anos nos deixa mais pobres. Não, não foi feito tudo o que podia ter sido feito. Mas é bom que se faça. Já. 

publicado às 13:12

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