Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]


02.12.16

Advento comercial #2

por vanita

Se fizer compras na nossa superfície comercial hoje tem direito a um desconto de 15% que poderá usar apenas numa outra compra já na próxima semana. Se fizer compras na semana seguinte (já somam três despesas para o consumidor), terá direito a um novo desconto de 15% que poderá usar apenas numa outra compra na semana que se segue. Quatro compras no estabelecimento até ao Natal. Estabelecimento esse que assegura mais 20 euros em compras se até ao dia X aderirmos ao cartão de crédito e, até ao fim do mês, fizermos lá pelo menos mais duas compras. Benefício para quem? Neste Natal, é fazer as contas.

publicado às 12:18

01.12.16

Advento comercial #1

por vanita

Muita atenção aos likes, gostos e participações em passatempos. O like e a interacção com as publicações têm um valor comercial amplamente explorado por marcas e empresas que vão desde o gigante Facebook, à bloggerzinha da esquina que cobra algumas centenas de euros por cada post com passatempos de natal. A Internet é um negócio que enriquece muita gente. É maravilhoso ver os corações de gosto no Instagram mas pensem duas vezes no valor comercial do vosso gesto. A quem dar o poder dos vossos likes?

publicado às 15:02

29.11.16

Não foi para isto que se fez o 25 de Abril

por vanita

Não aprendemos a costurar, nem a cozinhar, nem a passar a ferro, menos ainda a ser boas donas de casa. Somos independentes, profissionais e cultas. Temos empregos fora de casa e conseguimos ser mães com muito mais dificuldade do que podemos ou nos deixam admitir. Não queremos perder o estatuto da igualdade nem que, para isso, tenhamos de sofrer em silêncio, disfarçar o inconfessável e sonhar com uma vida melhor, com dinheiro suficiente para pagar a quem faça por nós o que deixámos de aprender. Somos mães mas antes de sermos mães somos cool e promovemos a cultura da juventude eterna. Abraçamos os trinta e os quarenta como se ainda agora estivéssemos a entrar nos vinte, nunca baixamos a guarda. Que Deus nos livre de tal sacrilégio, ainda nos confundem com uma matarruana que não saiu da aldeia, uma dessas miúdas sem visão que trocou um diploma por uma vida igual à das nossas avós. Temos mais de trinta mas nunca seremos como elas, este elas cheio de desprezo e piedade. Somos azedas, cruas e vazias mas enchemos os murais de selfies com sorrisos cristalizados, pouco genuínos, bem estudados. Disfarçamos imperfeições com filtros e seguimos para o próximo evento com a frescura de uma laranja espanhola. Resplandecente por fora, oca por dentro. Porque esta imposição da igualdade nos consume e destrói. Deixamos passar os anos e as décadas e continuamos a recusar agarrar a nossa vida, o nosso conforto. Antes comer fora todos os dias do que agarrar nos tachos e panelas. Um lava-loiça cheio não tem o mesmo impacto numa foto de Instagram. Recusar convites para arrumar roupa e limpar o pó? Não foi para isso que se fez o 25 de Abril! Que desonra dobrar meias num sábado à noite. Há todo um elenco de actividades desenhado para fazer check in e nenhum deles inclui esse pano do pó, menos ainda o aspirador. Somos maiores do que isso, mesmo que no fundo sintamos falta desse conforto. Conquistámos tudo mas, na ânsia de nunca deixar de hastear a bandeira da modernidade, perdemo-nos. A igualdade não se conquista assim. Não é isto a liberdade.

publicado às 20:53

21.11.16

Semana absolutamente fantástica

por vanita

Depois do bombom que foi a Netflix ter finalmente disponibilizado as duas últimas temporadas de Downtown Abbey (acho que já nem me lembro bem dos vários argumentos), esta prepara-se para ser uma semana ao melhor estilo é-quase-natal. A tradução em português do último livro da colecção de Carlos Ruiz Záfon iniciada com «Sombra do Vento» chega às livrarias nacionais na quarta-feira, um mimo da editora Planeta. Não obstante, a semana culmina com o regresso das Gilmore Girls, na sexta-feira. A Year in The Life é uma temporada de quatro episódios, de uma hora cada, que promete trazer de volta Lorelai, Rory e Luke. Finalmente vamos saber realmente como termina esta história. Sim, sei que me estou a tornar repetitiva, mas este ano o Pai Natal chegou mais cedo e ando louca com isso.    

publicado às 18:22

18.11.16

Je suis DN

por vanita

Podia ter muito a dizer, como tanto que tenho lido, sobre a saída do Diário de Notícias do edifico construído de raiz para o albergar. Não tenho, nunca trabalhei no Diário de Notícias, apesar de ter sido o meu sonho de infância. Trabalhei sim, muitos anos, no edifício do Diário de Notícias. E é como uma casa para mim. Passem os anos que passarem, aquela esquina junto ao Marquês de Pombal tem o tamanho da minha casa, do meu lar. É dali que sou, como diz a minha amiga Lina. E o que me tem emocionado perceber que sou de uma casa cheia de gente, cheia de histórias, que não é mais ou menos de quem quer que seja, é de todos. Nos últimos dias, têm sido inúmeros os relatos emotivos intrinsecamente ligados àquelas paredes. Histórias de vida, com choro, lágrimas e angústia, que é cola que dá força aos momentos de alegria, diversão e boa-disposição que ali se viveram. E isto é apenas a ponta do iceberg. Muitas outras gerações por ali passaram, por ali viveram e se apaixonaram. Pelas letras, pelas notícias e as suas histórias, pelos colegas, pelo amor a uma profissão que está tão necessitada de carinho. Mas não, não tenho autoridade para escrever sobre o Diário de Notícias, porque não é o meu jornal. Não enquanto jornalista. Posso apenas falar como cidadã. E como cidadã não concebo a falta de empatia com esta mudança. Inevitável, bem sei. As leis do mercado estão aí para justificar todas decisões. Mas porque é que a população não se indigna? Por que é que se lêem apenas relatos de quem lá vive ou viveu momentos únicos? Estamos a falar de património cultural, estamos a falar da identidade nacional. Mesmo que nada mude, porque é que não nos manifestamos? Porque não mostramos a raiva que sentimos por um edifício com tanta história se desfazer em valor para saldar dívidas comerciais? Somos assim são indiferentes ao mundo que nos rodeia? 

publicado às 18:30

17.11.16

Vou voltar ao cemitério dos livros esquecidos

por vanita

O quarto livro da saga iniciada com o inesquecível «A Sombra do Vento» chegou hoje às livrarias espanholas. E, para a semana, cortesia da Planeta Editora, também já estará nas nossas prateleiras. Sim, vou regressar ao Cemitério dos Livros Esquecidos, a melhor criação de Carlos Ruiz Záfon. Sim, é verdade que me desiludi em tempos com o universo dos seus livros e, por momentos, senti a magia desvanecer. Mas sim, também é verdade que não há amor como o primeiro. Estou ansiosa por ler este último livro, quase dez anos depois de ter lido «A Sombra do Vento». Prometo vir cá falar-vos disto. Como podia não o fazer?

publicado às 14:10

11.11.16

Nova série para animar o Outono

por vanita

 Além do The Crown, estou a seguir Designated Survivor, com Kieffer Sutherland. Trata-se de uma série política, num mundo em que o 11.º na lista para substituição do Presidente dos Estados Unidos da América em caso de catástrofe sobe ao poder. Pode uma pessoa impreparada para a tarefa que tem em mãos, crente na honestidade e boa educação como caminho para a resolução de conflitos, vingar no cargo mais importante do mundo ocidental? Está na Netflix e, a cada semana, é disponibilizado um novo episódio. Para já, há cinco para ver.

publicado às 09:20

08.11.16

O dia mais feliz

por vanita

 

894A6203.jpg

 Absolutamente mágico. Tranquilo e muito alegre, os sorrisos ditaram o registo do dia que o sol fez brilhar com a luz que ilumina os sonhos. Casámos em Outubro, numa tarde feliz, rodeados por amigos e familiares. Um dia maravilhoso, como sempre tínhamos sonhado. Se houve pormenores que fugiram ao planeado? Tantos. Mas naquele dia, tudo foi perfeito. Simplesmente, perfeito. Ainda é e continuará sempre a ser.

 

894A6466.jpg

PS - Faz hoje um mês. Bodas de beijinhos.

publicado às 16:30

Mais sobre mim

imagem de perfil

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.